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Teste criado na USP permite identificar anticorpos contra o vírus Zika
17/03/2016

 

Procedimento permite mapear pacientes e fornecer atendimento adequado

 

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) desenvolveram um teste capaz de diagnosticar anticorpos específicos contra o vírus Zika em amostras de sangue. O procedimento vai ajudar a esclarecer a relação entre a infecção pelo vírus e a microcefalia, indicando, assim, quantas dessas mães efetivamente tiveram a doença e se há anticorpos contra o vírus nos bebês microcefálicos. Além disso, o procedimento vai fornecer uma noção real do tamanho da epidemia e de como o vírus está se espalhando pelo país.

O teste se mostrou capaz de detectar tanto os anticorpos produzidos na fase aguda da infecção (IgM), quanto aqueles que conferem a proteção permanente contra o vírus (IgG). A validação foi feita com amostras de pacientes de São Paulo e também de mulheres do município de Itabaiana (SE), cidade com um dos maiores índices de microcefalia em relação ao tamanho da população no país.

Além de indicar quantas das mães com filhos microcefálicos tiveram a doença, o teste permitirá descobrir quantas gestantes estão atualmente infectadas, possibilitando um acompanhamento minucioso e assistência adequada.

O grupo não pretende patentear a metodologia e nem transformá-la em um kit comercial. A ideia é distribuir gratuitamente a proteína recombinante, sendo inicialmente enviados para todos os centros que integram a Rede Zika e, em breve, para a rede pública de saúde.

Para mais informações, acesse a página da Agência Fapesp.

Do Portal do Governo do Estado