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Profissionais de saúde começam a ser vacinados na Grande SP
04/04/2016

 

DO "AGORA"

Profissionais de saúde da capital paulista e da Grande São Paulo começam a ser vacinados nessa semana contra a gripe H1N1, como parte da antecipação da vacinação contra a doença.

Esse ano, os casos começaram mais cedo, e o Estado já registrou 55 mortes em decorrência da H1N1, oito delas na capital.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, serão imunizados 532,4 mil profissionais de hospitais públicos e privados da capital. A expectativa é que até sexta-feira (8) todos os hospitais já tenham recebido a vacina para fazer suas campanhas internas.

A vacina que os profissionais da saúde vão tomar é a mesma que será oferecida na rede pública de saúde da capital e da Grande São Paulo a partir do dia 11 para a população que se encaixa nos grupos de risco: gestantes, crianças entre seis meses e cinco anos e pessoas com mais de 60 anos. Cerca de 3 milhões de pessoas devem ser imunizadas nesta fase.

Distribuída pelo Ministério da Saúde, ela protege a população contra os vírus do inverno de 2016: a mutação do H1N1, a H3N2 e a gripe B.

Segundo a secretaria, nas outras cidades do Estado e outros públicos-alvo, como doentes crônicos e funcionários do sistema prisional, a vacinação vai seguir o calendário nacional, que prevê para o dia 30 o início da campanha de vacinação.

O Ministério da Saúde afirma que vai enviar, no total, 5,7 milhões de doses da vacina para o Estado de São Paulo. No país todo, serão distribuídas 25,6 milhões de doses.

CASOS

Nesse ano, até o dia 29 de março, o Estado registrou 465 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, complicação causada pela gripe.

Destes, 372 casos foram relacionados ao H1N1. Os números já superam todo o ano passado. Em 2015, foram 342 casos de síndrome notificados no Estado, sendo 190 por causa do H1N1.

Ainda não se sabe o motivo de os casos de gripe estarem sendo registrados fora do período tradicional, ou seja, antes do inverno. Uma das hipóteses é a menor adesão à vacinação no ano passado, o que teria deixado parte da população e dos grupos de risco desprotegida.

Folha de S. Paulo