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Ital desenvolve leite pasteurizado com prazo de validade de 50 dias
15/04/2016

 


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Tecnologia dos Alimentos (Ital), desenvolveu técnica de pasteurização de leite com validade de 50 dias – dez vezes mais do que o prazo convencional. Com o apoio da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Ital utilizou três tecnologias para conseguir o resultado de conservação que garante as características nutricionais do leite.


O processo utiliza microfiltração do leite. De acordo com Patrícia Blumer Zacarchenco, pesquisadora da secretaria, que atua no Centro de Tecnologia de Laticínios (Tecnolat), do Ital, não existe, no momento, nenhuma impresa brasileira de laticínio utilizando sistema similar para obter o produto com validade estendida. A máquina usada no estudo, produzida na França, é capaz de processar 150 litros de leite por hora. Foi adquirida pelo Ital com verba de R$ 180 mil, obtida com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).


Processo – A pasteurização é um processo em que o leite é aquecido para inativar bactérias que podem ser perigosas à saúde; a microfiltração (filtragem realizada com a ajuda de membranas com poros minúsculos) isola as bactérias; e a hidrólise da lactose (com a utilização de enzimas) “quebra o açúcar” do leite.


A pesquisadora explica que a versão pasteurizada é rica em proteínas, fonte de cálcio, fósforo e vitaminas, além de manter o sabor mais próximo ao do leite sem processamento. Ela pode gerar também derivados, como queijos de longo tempo de maturação e iogurte. “A técnica permite a remoção de bactérias, prevenindo o estufamento do produto”, informa.


Segundo a pesquisadora, além da estabilidade do produto, o processo acompanha a necessidade dos consumidores que preferem leite desnatado e sem lactose (o açúcar do leite). O processo que produz leite de mais longa duração, em sua opinião, é inovador e bastante promissor para o Brasil.


DOE, Executivo I, 15/04/2016, p. IV