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Versão digital do ‘Jornal da USP’ integra mídias
03/05/2016

 

Está no ar, desde ontem, 2, o novo Jornal da USP, agora totalmente digital, em substituição à versão impressa, extinta depois de circular por 31 anos. O formato on-line inclui todas as outras mídias da universidade: Agência USP de Notícias, USP Online, Rádio USP e TV USP. Quem acessar o site www.jornal.usp.br terá notícias diárias e atualizadas sobre a pesquisa, a ciência e a cultura produzidas nos câmpus do sistema USP de ensino superior.

O Jornal da USP em papel era uma publicação semanal com tiragem de 10 mil exemplares. Os idealizadores do novo veículo acreditam que, com a mudança, o alcance será infinito, por meio da grande rede internacional acessada de qualquer lugar do mundo. Com isso, o leitor poderá acompanhar o que ocorre na maior parte do ambiente universitário do Estado de São Paulo, abrangendo todas as áreas do conhecimento. As informações estarão disponíveis em artigos, reportagens e também nas galerias de fotos e nas gravações em áudio e vídeo da Rádio USP e da TV USP.

Alcance – O jornalista Marcello Rollemberg, do Jornal da USP, observa que antes, por ser semanal, a circulação às vezes perdia o dinamismo da informação. “O veículo na internet traz mudanças na estrutura da comunicação. Vamos acrescentar mais qualidade e ganhar tempo e agilidade. O jornal poderá ser lido tanto em Lisboa quanto no interior da Bahia ou na distante Islândia (país da Escandinávia)”, aposta Rollemberg.

Para garantir esse alcance, a jornalista Márcia Blasques conta que o design gráfico do jornal digital da USP foi desenvolvido para permitir acesso fluente às informações.
“Nosso conteúdo está centrado nos setores da ciência em geral, com apresentaçãodas pesquisas realizadas; entrevistas com cientistas; reportagens nos institutos e laboratórios; cultura, para divulgar as exposições dos museus, iniciativas e eventos de todas as unidades; criações em artes visuais e música”, informa. “Teremos também pesquisas em história, arte, arquitetura, literatura, filosofia, sociologia, lançamentos e resenhas de livros”, noticia Márcia.

“Haverá atualidades, com foco na instituição como um todo, com vistas a contribuir para o debate público e repercutir o que ocorre no Brasil e no mundo, “como é o caso do zika vírus, da tragédia da cidade de Mariana (MG) ou do drama dos refugiados no mundo”, informa a jornalista.

O conteúdo oferece infovídeos, infográficos, áudio, galeria de fotos e imagens coloridas, recursos que despertam a atenção do leitor e geram pautas em redações mundo afora. Rollemberg observa que a publicação sempre funcionou como fonte de pautas no Brasil, e a intenção é continuar alimentando a imprensa. O sistema digital vai cruzar conteúdos de notícia. Quando estiver lendo matéria sobre clima, por exemplo, a pessoa terá acesso a artigos a respeito de meteorologia publicados por alguns dos veículos uspianos.

Público – A versão eletrônica continua priorizando grandes reportagens, ensaios e artigos. Tem espaço para o leitor opinar, dar e pedir informações e sugerir matérias. O site surgiu de encontros de um grupo interno de trabalho formado em 2014, com a participação das mídias e da reitoria da universidade. Márcia diz que existe a possibilidade de, futuramente, reunir todos os profissionais de imprensa da USP em uma só redação, incluindo a rádio.

O jornal foi criado em 1985, na gestão do reitor Hélio Guerra Vieira, como uma publicação mensal. Nasceu com um nome de peso e ares de house organ (jornal de empresa), em formato A4, oito páginas, em preto e branco e sem fotos. Nesses 31 anos foram impressas 1.103 edições, houve mudança de formato, de papel, passou por vários projetos gráficos até chegar à internet.

Rollemberg reconhece que toda mudança na comunicação costuma causar estranhamentos. “As inovações sempre assustam. Quando o cinema foi criado, disseram que não iria durar. Depois veio a televisão e todos achavam que ela iria liquidar com o rádio. Hoje todos esses meios de comunicação continuam aí. É preciso buscar novas ferramentas, e os leitores só têm a ganhar com a quantidade maior de meios de informação.” Rollemberg conclui que o mais importante é o Jornal da USP continuar com a prática do jornalismo de caráter público, “para levar as realizações da universidade a toda sociedade”,

DOE, Executivo I, 03/05/2016, p. II