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Cuidados para preservar a saúde do bebê em casa e na creche
07/07/2016

 

A imunidade do bebê é incompleta nos primeiros anos de vida, por isso, sem os cuidados adequados, os recém-nascidos correm mais riscos de manifestar problemas respiratórios e gastrointestinais, parasitoses, infecções de pele e outras infecções preveníveis por vacinas (sarampo, caxumba, rubéola, varicela, meningite meningocócica e pneumocócica, rotavírus e outras).

A pediatra do Instituto da Criança (ICr), ligado ao Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (FMUSP), Filumena Gomes, recomenda uma série de cuidados para evitar problemas de saúde.

“O contato com várias pessoas torna mais frequente a aquisição de processos infecciosos de modo geral, que são sintomáticos e mais resistentes ao tratamento antibiótico. A criança só terá imunidade no quinto ano de vida”, explica Filumena, que é médica-assistente do Departamento de Pediatria da FMUSP.

Para evitar esses processos infecciosos, a profissional aconselha os pais a lavarem as mãos frequentemente: depois da troca de fraldas, antes das refeições, após usar o banheiro e logo ao entrar em casa. A mesma orientação vale para o educador de uma creche ou escolinha.

Precauções – A orientação aos profissionais de educação e aos pais é que programem consultas médicas periódicas para manter a própria saúde em dia. “Higiene nasal, quando necessária, com lenço de papel descartável, e uso de soro fisiológico também são importantes medidas preventivas”, enfatiza a pediatra.

“Os adultos devem colocar a mão na frente da boca ao tossir ou espirrar e, logo em seguida, lavar as mãos. Para isso, o sabonete líquido e o papel-toalha para enxugar as mãos devem estar sempre disponíveis”, reforça.

A especialista relembra a necessidade de a criança ter sono de boa qualidade, no caso dez horas por dia. Pais e educadores devem ficar atentos a quaisquer sinais de doenças graves e procurar orientação médica.

Outra procedimento vital é seguir à risca o calendário de vacinas (ver serviço) para proteger o bebê de infecções mais graves e comuns – hepatites A e B, tuberculose, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche), paralisia infantil, meningites (Haemophilus influenzae tipo B - Hib, principal causador de infecções bacterianas graves), varicela, entre outras.

Ambiente escolar – “A nutrição adequada resguarda a saúde e a imunidade da criança, assim como o banho de sol diário mantém adequados os níveis de vitamina D”, afirma a pediatra. Caso a criança fique doente, a médica aconselha os pais a cuidarem do pequeno em casa: “Se frequentar a creche com problema de saúde, ele precisará de mais atenção dos professores, prejudicando a rotina da sala de aula”.

Para evitar a proliferação de vírus e bactérias no ambiente escolar, a médica recomenda lavar as mãos frequentemente com sabonete líquido, enxugá-las com papel-toalha e dividir as tarefas entre os educadores. Determinado profissional deve se responsabilizar, por exemplo, pela troca de fraldas num local exclusivo para isso; o outro administra as refeições; e assim por diante. O profissional educador também deve manter sua carteira de vacinação em dia e atualizada conforme o calendário.

DOE, Executivo I, 07/07/2016, p. III