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Senado aprova as indicações para novos diretores do BC
06/07/2016

 

O plenário do Senado Federal aprovou, nessa terça (5), os nomes indicados para a Diretoria Colegiada do Banco Central: Reinaldo Le Grazie, Tiago Couto Berriel, Carlos Viana de Carvalho e Isaac Sidney Menezes Ferreira. Pela manhã, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sabatinou os futuros diretores. Em seus discursos de apresentação, os indicados agradeceram a confiança do presidente do BC, Ilan Goldfajn, e destacaram a atuação no mercado e na academia nas últimas décadas. Também firmaram o compromisso com a missão do BC e o fortalecimento do tripé macroeconômico – política fiscal responsável, metas para a inflação e câmbio flutuante. Eles também pontuaram questões levantadas pelos senadores integrantes da CAE e destacaram as dificuldades que o cenário atual impõe, elevando ainda mais o papel do BC na recuperação da economia.

Ter uma inflação baixa e estável, que evite a corrosão dos salários e favoreça a expansão dos investimentos é um dos principais objetivos desta nova diretoria, reforçou Reinaldo Le Grazie, que assume a Área de Política Monetária do BC. Para ele, isto é “condição indispensável para o crescimento do emprego e da renda, bem como para o fortalecimento das políticas sociais”. Le Grazie também manifestou preocupação com a baixa taxa de poupança doméstica, que contribui para a pressão inflacionária. Para resolver o problema, quer promover a prática de políticas que melhorem a eficiência do mercado, valendo-se da tecnologia existente e de recursos dos investidores de longo prazo, domésticos e estrangeiros, para oferecer à sociedade alternativas de poupança e empréstimo, além de produtos a preços competitivos.

​Tiago Couto Berriel, indicado para a Área de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do BC, reafirmou o compromisso de manter o câmbio flutuante com intervenções pontuais, modelo seguido por todos os diretores da mesa. Segundo Berriel, o câmbio reflete os fundamentos e conjunturas da economia, o que inclui incertezas externas e internas e, por isso, deve flutuar para acomodar essas mudanças. “O BC vai atuar na questão do excesso de volatilidade. Sem abdicar de intervenções, permitiremos que o câmbio reflita esses fundamentos”, disse.

Para Carlos Viana, inidicado para a Área de Política Econômica, “a melhoria na alocação dos recursos econômicos e o aumento do investimento contribuem para o crescimento do emprego e da renda”. Trazer a inflação para a meta contribui para uma maior previsibilidade da economia, diminuindo os riscos e fazendo com que as famílias e os governos possam delimitar um planejamento de longo prazo mais seguro e confiável. Os benefícios desta estabilidade atingem em especial as camadas menos favorecidas da população em um país desigual como o Brasil, por serem mais suscetíveis a flutuações econômicas, destacou Viana.

Destacando sua atuação na casa desde 2002, em especial na função de Procurador-Geral, em que trabalhou para a segurança jurídica da entidade, Isaac Sidney Menezes Ferreira disse que quer seguir retribuindo ao BC a experiência adquirida, agora na Área de Relacionamento Institucional e Cidadania. Entre os pontos citados por Isaac, uma comunicação do BC com a sociedade de maneira simples, direta e concisa, inclusive quanto a incertezas, é parte fundamental do trabalho de transparência e busca permanente da solidez econômica. Para isso, “será estratégico um funcionamento harmônico e complementar com outros atores e instituições”, afirmou. Marcos recentes como a “Calculadora do Cidadão”, o “Registrato” e o “Ranking de reclamações contra instituições financeiras” também foram citadas por Isaac.

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