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Programas apostam em ações de prevenção para combater as drogas
25/07/2016

 

Parlamento paulista criou CPI da Epidemia do Crack e homenageou Proerd em solenidade

 

O crescimento do tráfico de drogas, com trágicas consequências na vida dos usuários e de suas famílias, tem sido tema de debate na Assembleia Legislativa em várias frentes.

No mês de junho, a discussão esteve presente nos trabalhos da CPI da Epidemia do Crack. Instalada em maio, a comissão, presidida pelo deputado Adilson Rossi (PSB) e tendo como relator Wellington Moura (PRB), ouviu Gleuda Teixeira Apolinário, coordenadora do Programa Recomeço, da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.

O Programa Recomeço está inserido no Programa Estadual de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, que atua em cinco eixos: prevenção, tratamento, reinserção social, recuperação e fortalecimento familiar. "Atendemos às demandas de acordo com as necessidades do dependente", explicou Gleuda.

Ela detalhou aos parlamentares que as ações acontecem em parceria com as secretarias estaduais da Saúde, da Educação, da Justiça e Defesa da Cidadania e da Segurança Pública e têm como objetivo oferecer aos dependentes químicos e seus familiares tratamento e acompanhamento multiprofissional.

Gleuda foi questionada pela deputada Beth Sahão (PT) quanto à situação das unidades terapêuticas, que sofreriam com a falta de investimento. Paulo Correa Júnior (PEN), por sua vez, abordou eventuais restrições do programa à espiritualidade e à religião do dependente, ao ressaltar que grande parte das unidades tem vinculo com alguma crença, para ajudar na recuperação. Gleuda explicou que "o acolhido deve escolher qual prática religiosa seguir", e frisou: "Escolhemos as instituições pelo projeto pedagógico".

Programa da PM

Um exemplo de trabalho eficiente na prevenção ao uso de drogas, o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), da Polícia Militar do Estado de São Paulo, recebeu homenagem da Assembleia Legislativa nesta sexta-feira, 3/6, em sessão solene.

O deputado Coronel Camilo (PSD) presidiu a mesa, composta por Kleber Leyser de Aquino, juiz de 2º grau do Tribunal de Justiça de São Paulo, no exercício do cargo de desembargador, representando Paulo Dimas Mascaretti, presidente do TJ; Ernesto Puglia Neto, diretor da Diretoria de Polícia Comunitária e de Direitos Humanos (DPCDH) e coordenador estadual do Proerd; Gleuda Teixeira Apolinário, da coordenação de policiais sobre drogas, representando Floriano Pesaro, secretário de Estado de Desenvolvimento Social; e o ex-deputado estadual Edson Ferrarini. A solenidade foi convocada pelo presidente da Assembleia, Fernando Capez, apoiador do projeto.

O Proerd é um programa no qual policiais militares, fardados, treinados e com material próprio (livro do estudante, camiseta e diploma) desenvolvem um curso de prevenção às drogas e à violência na sala de aulas das escolas.

Coronel Camilo destacou a importância de homenagear o programa e os policiais do Proerd. "Precisamos, cada vez mais, divulgar o programa e formar mais multiplicadores, não só do Proerd, mas de uma corrente do bem, para levar a cidadania às pessoas. Vamos divulgar a cidadania, primar pela ética, moral e bons costumes", propôs o parlamentar.

Durante o evento, o coordenador estadual do Proerd lembrou a origem do programa: em 1993, 22 alunos oficiais e cinco oficiais da Academia de Polícia do Barro Branco implantaram um projeto internacional e iniciaram um projeto piloto em algumas escolas da zona norte e no Colégio da Polícia Militar, na sede central da cidade de São Paulo. "Até o final deste ano [2016], 9 milhões de crianças terão sido orientadas por mais de 800 instrutores Proerd, formados dentro da Polícia Militar", disse Puglia.

Edson Ferrarini considerou o Proerd Brasil é o programa antidrogas mais eficiente do mundo, pois orienta as crianças sobre os perigos da dependência química antes de elas entrarem em contato com as drogas. "A criança vai usar drogas por duas razões, curiosidade ou por desinformação, e depois que a droga se instala no organismo é muito difícil a volta. O Proerd ensina a criança a dizer não", considerou.

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