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Quantas faces tem Getúlio?
17/05/2012

 

Chega às lojas o primeiro volume, de um total de três, de nova biografia do político mais pesquisado da história do país

 











Sioma Breitman/Divulgação
Em comboio na Revolução de 30, Getúlio (centro) é ladeado por Flores da Cunha (esq.) e João Neves
Em comboio na Revolução de 30, Getúlio (centro) é ladeado por Flores da Cunha (esq.) e João Neves

FABIO VICTOR
MARCO RODRIGO ALMEIDA
DE SÃO PAULO

Pilhas de Getúlios Vargas atulham o escritório do jornalista Lira Neto em seu apartamento no bairro paulistano de Perdizes -os que se veem nesta página mal dão para contar a história.


Misturados a livros e revistas sobre o líder trabalhista gaúcho, há um Getulinho joão-bobo em madrepérola com a inscrição "Sempre em Pé", a reprodução emoldurada de uma capa da revista


"Time" com a foto do político, broches, bonequinhos em metal, cerâmica e madeira. Há até um naco de tijolo da casa de Getúlio em São Borja (RS).


"Eu me cerco muito, que é para o santo baixar. O personagem tem que permear minha vida", afirma Lira, autor de uma biografia de Getúlio cujo primeiro volume acaba de chegar às livrarias.


Anunciada hiperbolicamente pela Companhia das Letras como "a biografia mais completa já escrita sobre um político brasileiro", a obra terá três volumes.


Com tiragem de 30 mil exemplares, dez vezes a de um lançamento comum no Brasil, o primeiro volume aborda do nascimento do político, em 1882, até a conquista do poder nacional, com a Revolução de 1930.


O segundo, programado para o início de 2013, irá de 1930 a 1945 (Era Vargas e Estado Novo). E o último, que sai em 2014, abrangerá de 1945 a 1954, ano em que Getúlio se suicidou no Rio.


Cearense de Fortaleza, 48 anos, autor de biografias de Castello Branco, José de Alencar, Maysa e Padre Cícero, Lira gastou dois anos e meio para concluir o primeiro tomo.


Como possivelmente se trata da figura pública sobre a qual mais se escreveu no país, desde que veio a público a tese, sustentada pelo autor, de que será a primeira biografia "moderna", ou "jornalística", de Getúlio, surgiram as primeiras contestações quanto ao ineditismo de certos aspectos do trabalho.


Fonte: Folha de SP/Ilustrada