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CPTM estimula usuários a utilizar moedas na compra de passagem
15/09/2016

 

Esquecidas nas gavetas, perdidas nos vãos do sofá ou guardadas nos cofrinhos, as moedas estão cada vez mais escassas no comércio. Os motivos variam desde o uso constante de cartões de débito ou crédito pelo consumidor até a diminuição na emissão de moedas pela Casa da Moeda do Brasil – a última ocorreu em 2014.

Para facilitar a venda de bilhetes, principalmente nos horários de pico, diariamente a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) põe à disposição moedas e cédulas de menor valor nas bilheterias para facilitar o troco. A tarifa de R$ 3,80 elevou a demanda por moedas (antes o valor do bilhete era de R$ 3,50), o que eventualmente provoca a formação de filas em algumas estações nesses horários.

Para tornar mais rápido o atendimento de quem está com o valor exato da tarifa, nas estações mais movimentadas do sistema há bilheterias expressas, a fim de estimular o uso de moedas. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, as moedas de R$ 0,05 e R$ 0,10 são as mais difíceis de ser entregues na hora da compra do bilhete.

Cofrinhos – A jornalista Natália Medeiros, 25 anos, diz juntar todas as moedas. “O hábito vem de família.” O avô, Guilherme, tinha uma coleção de moedas e cédulas em casa. Hoje, Natália e o namorado, Lucas D´Esmaro, guardam todas (de qualquer valor) em cofrinhos. O objetivo? Viajar juntos. “Até agora conseguimos juntar valor substancial para ir à Argentina”, explica.

A gerente de relacionamento em uma empresa privada, Gleyce Cláudia, guarda moedas para comprar brinquedos para o filho, Lucas, de 6 anos. “É uma maneira de educá-lo financeiramente. Ele tem cinco cofrinhos: três em casa e dois na casa dos avós. Quando pede um brinquedo, economizamos até atingir o valor necessário para a compra”, salienta.

As campanhas de orientação, por meio de avisos públicos nos trens e estações, foram intensificadas, inclusive nas redes sociais, para alertar os usuários sobre a importância da utilização de moedas na hora da aquisição da passagem para facilitar o troco e evitar a formação de filas nas bilheterias.

Sensibilização – A assistente administrativa da gerência de segurança da CPTM, Maria Estela Lima Silva, quis colaborar com a empresa e esvaziou os cofrinhos da casa: seu e dos dois filhos. Ela trocou R$ 323,00 em moedas que foram destinadas para a Estação Brás, local onde trabalha. “Não sabia que tinha toda essa quantia”, disse, satisfeita com a economia e por ter feito uma boa ação.

Estela conhece bem as dificuldades na hora de vender um bilhete e há falta de troco. Há 16 anos na companhia, ela começou trabalhando nas estações, hoje, após concurso interno, passou a assistente administrativa. “Sei quanto é difícil o troco quando a tarifa é muito quebrada. Incentivo a todos que façam o mesmo: tirem as moedas dos cofrinhos, recolham as esquecidas nas gavetas e carteiras e levem a uma estação da CPTM – tem sempre uma perto de você”, recomenda aos colegas de trabalho e à população.

A chefe da Linha 12-Safira, Maria Lina Benini, recebeu as moedas de Estela com empolgação. “Quem conhece o procedimento sabe da importância desse gesto para o nosso trabalho. Quanto mais moedas de menor valor, melhor para fazer troco.” Josana Lima Pimentel, também da gerência de segurança, fez a busca em casa e conseguiu R$ 35,00 em moedas para a Estação Brás.

DOE, Executivo I, 15/09/2016, p. I