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Outubro Rosa: um mês dedicado à prevenção do câncer de mama
6/10/2016

 

O Governo do Estado lançou oficialmente na terça-feira, 4, a Campanha Outubro Rosa, um mês inteiro dedicado à prevenção do câncer de mama, principal causa de mortalidade por tumor entre as mulheres brasileiras. Entre as várias ações programadas, destaca-se o atendimento prestado pelas quatro carretas móveis do programa Mulheres de Peito, da Secretaria da Saúde do Estado, que percorrem bairros da capital e cidades do interior para realizar exames de mamografia.

Mulheres com idades entre 50 e 69 anos, faixa etária com maior propensão à doença, podem fazer o exame no veículo sem solicitação médica. É o caso de Maria Eugênia Amaro, de 67 anos. Ela aproveitou o atendimento da carreta, que está sendo feito próximo à sua casa, no estacionamento do Interlar Aricanduva, zona leste, para ficar em dia com a prevenção.

“Sei que é necessário fazer exame todo ano, e sempre fiz. Mas, agora, estou há dois anos sem fazer. Por isso, logo me interessei, quando soube que tinha como fazer exame de mamografia aqui”, conta.

Programa – Segundo a gerente do Mulheres de Peito, Andrea Lima, para as mulheres da faixa etária de risco, dois anos é justamente o intervalo adequado entre a realização de um exame e outro.

“No entanto, mesmo com toda a divulgação sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama para a cura, boa parte das mulheres ainda não toma o devido cuidado. O maior obstáculo para isso é o medo que muitas têm de receber um diagnóstico de câncer e de fazer o exame, por acharem que é dolorido”, ressalta.

Iniciado em dezembro de 2014, o programa percorreu 120 municípios paulistas e realizou mais de 103 mil exames, sendo a maioria mamografias (quase 100 mil), além de ultrassonografias e biópsias. Das mulheres atendidas, cerca de 1,3 mil foram encaminhadas a centros de referência da rede para tratamento oncológico.

Andrea explica que a investigação nas unidades móveis tem início com o exame de mamografia e, caso seja detectado algum indício de nódulo, são feitos exames complementares, como a ultrassonografia e a pulsão aspirativa por agulha fina (paaf), para determinar o diagnóstico.

Demanda – O atendimento do Mulheres de Peito prioriza o público do principal grupo de risco, ou seja, mulheres entre 50 e 69 anos, mas também é direcionado às de outras faixas etárias, que devem apresentar solicitação médica (da rede pública ou privada) para fazer o exame. Por outro lado, o roteiro das carretas, de acordo com a gerente, é definido conforme a demanda. “Temos uma procura grande. Avaliamos as solicitações dos municípios e procuramos atender primeiro, e em revezamento, os locais em que há maior necessidade de rastreamento da doença.”

Os veículos prestam serviço em cada região por aproximadamente 30 dias. Nesse período são realizados, em média, mil exames (algo como 50 por dia). Durante a campanha, duas carretas percorrerão pontos da capital, uma estará na Grande São Paulo e outra no interior.

O veículo da zona leste permanece no local até sábado, dia 8. Na sequência, ficará na região central da Luz por uma semana. “Queremos atender as refugiadas que moram naquela área”, comenta Andrea. Na Grande São Paulo, o veículo estará até o dia 26 em Itapevi. No interior, a carreta fica em Limeira até 22 de outubro (ver serviço).

Medida importante – A chegada da carreta na zona leste, há cerca de 10 dias, soou como a oportunidade para Clarice Miranda, de 58 anos, fazer com mais facilidade a prevenção da qual não abre mão. Ela investiga as mamas uma vez por ano. “Faço isso desde os 35 anos. Como não fui criada pela minha mãe e não sei se tenho propensão a desenvolver a doença por parte dela, o médico me orientou a iniciar o exame mais cedo”, explica.

Para Clarice, esse tipo de cuidado é fundamental, assim como o autoexame, que faz e instruiu a filha a fazer também desde mocinha. “Ela tem 32 anos agora, e sempre se cuidou”, diz, orgulhosa.

Outra moradora da região, Maria das Dores Xavier, de 47 anos, começou o rastreamento aos 40. “Não tenho histórico familiar, mas faço todos os preventivos anualmente para não ser pega de surpresa com uma doença avançada. Uma amiga, de 26 anos, descobriu o câncer de mama quando já era tarde”, lamenta.

Com a ida à carreta ela diz ter antecipado o exame já pedido pelo médico. “Aqui, é feito na hora”, elogia, e acrescenta que acha a campanha Outubro Rosa uma medida importante. “Chama a atenção para a necessidade de prevenção”, ressalta.

DOE, Executivo I, 06/10/2016, p. IV