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Metrô de SP realiza campanha de incentivo à circulação de moedas
19/10/2016

 

Moeda é igual a rancor: você não pode ficar guardando é uma das máximas usadas na campanha do Metrô de São Paulo, que pede à população que ponha suas moedas guardadas em circulação. Para facilitar a troca foram instaladas Máquinas Cata-Moedas em oito estações.

O equipamento ficará disponível até 8 de novembro, entre 9 e 17 horas, nas estações República, Sé, Corinthians–Itaquera, Palmeiras– Barra Funda, Ana Rosa, São Bento, Vila Prudente e Largo Treze.

Assim como as demais, a máquina da Estação República está em local próximo à bilheteria e tem dois instrutores para ajudar aqueles que decidiram esvaziar os cofrinhos, porta-moedas, bolsas ou bolsos. A instrutora Melissa Almeida relata que as principais dúvidas dos poupadores de moedas são se da máquina já sai o dinheiro; se há limite de cofrinho para ser convertido em cédulas ou bilhetes e se o equipamento conta corretamente o valor depositado.

“Quem já sabe como funciona a troca traz um saco grande de moedas”, destaca Melissa. A instrutora diz ter atendido uma mulher que carregava “umas moedinhas” espalhadas na bolsa que se surpreendeu com valor que tinha. “As pessoas vão acumulando sem pensar muito no valor guardado.” Quando o passageiro deposita (R$ 0,05, R$ 0,10, R$ 0,25, R$ 0,50 ou R$ 1,00), a máquina separa os valores, faz a contagem automática e gera um cupom com o valor e a data de vencimento desse cupom.

Troco fácil – Com o cupom em mãos, basta apresentá-lo na bilheteria e fazer a troca por cédulas ou bilhetes de viagem. Renato Augusto Ferrari aprovou tanto a ideia que trouxe moedas logo no primeiro dia de operação do equipamento. “Se as pessoas não as colocarem para circular acaba prejudicando o comércio. A escassez de moedas para troco provoca demora no atendimento. No Metrô também há falta delas”, constata.

Ferrari retornou no dia 13 de outubro para verificar o motivo de sua selfie não ter sido postada na campanha nas redes sociais (ver serviço). Então, fez outra imagem segurando o cartaz Moeda não é chave para deixar no bolso. “A campanha dará maior alcance a essa ação. Mais gente vai aderir à prática, que ajudará o comércio em geral”, afirma. Aproveitou a oportunidade e depositou novas moedas. “Vou juntar cupons para recarregar o bilhete único.”

Para aqueles com dificuldade de praticar o desapego ao metal, há o incentivo Tire uma selfie antes de se despedir de suas moedas e compartilhe a lembrança de que Moeda não é joia para deixar no cofre. Além das redes sociais do Metrô, a campanha de incentivo nas bilheterias tem cartazes afixados nos corredores, escadas rolantes, sancas e painéis. A TV Minuto (instalada no interior dos trens) também veicula a iniciativa.

Circulação – Essa é a segunda fase da campanha promovida pelo Metrô com vistas a facilitar o troco aos passageiros. A primeira etapa começou no dia 21, com um porco inflável gigante circulando pelas estações com a hashtag #usemoedasnometro para despertar a atenção dos milhões de passageiros do sistema metroviário sobre a escassez de moedas em circulação.

De acordo com o Banco Central, a quantidade de moedas tem diminuído ao longo dos anos e sua produção acompanhou a queda. Entre 2013 e 2015, 1,4 milhão de moedas deixaram de ser produzidas. Para agravar a situação de quem depende de troco, a cada dez moedas que circulam no mercado quatro ficam “estacionadas” com o cidadão.

DOE, Executivo I, 19/10/2016, p. II