Notícias

Cuidado com o uso indevido de remédios, alerta especialista do HC
19/10/2016

 

A prescrição indevida de medicamentos por terceiros pode provocar sérias consequências às pessoas. É possível a utilização de um remédio gerar bons resultados para uma pessoa e ser extremamente prejudicial para outra. “Essa prática é uma das principais causas de mortalidade em países desenvolvidos. Os efeitos adversos do uso incorreto de medicamentos, principalmente prescritos por terceiros, estão entre a quarta ou quinta causa de mortes nos Estados Unidos e a segunda ou terceira de casos de hospitalização ou de prolongamento do tempo de internação”, segundo o diretor médico responsável pelo Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas, Anthony Wong.

Existem duas formas de abordar o tema do uso dos medicamentos: “Uma delas é a automedicação responsável ou o uso de remédios que a pessoa está acostumada a tomar, cujos efeitos ela conhece, como, por exemplo, no caso da cólica menstrual ou enxaqueca. Nesse sentido, o uso medicação resulta em redução dos custos da saúde porque essa pessoa não irá recorrer ao socorro do sistema médico”, orienta o especialista do HC.

Tempo limitado – Outra abordagem é a da prescrição de medicamentos por terceiros. Essa prática costuma ser muito perigosa porque é possível que um mesmo medicamento faça bem para uma pessoa e tenha efeito negativo em outra, por causa da reação diferente entre os organismos. Exemplo disso é o caso da mãe que prescreve ao filho pequeno a mesma medicação recomendada a um adulto. Há um grande risco de esse ato trazer consequências muito graves.

No caso de medicamentos que dispensam prescrição médica, seu uso deve ser por tempo limitado; e se os sintomas não cessarem, é necessário procurar o médico. “A publicidade indiscriminada de medicamentos também é negativa e induz ao uso indevido”, diz Wong.

“Se o resultado da prescrição de medicamentos é prejudicial e, eventualmente, põe em risco a vida das pessoas, ela também resulta em prejuízos para o sistema de saúde pública, tendo em vista o alto custo decorrente dessa prática”, ressalta o especialista.

DOE, Executivo I, 19/10/2016, p. III