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Carreta da Sabesp esclarece como a água potável chega às residências
06/12/2016

 


Quem entra na carreta Somos Água, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), assistirá a uma aula sobre este elemento tão importante para os seres vivos.


Equipe da companhia percorre cidades do Estado mostrando, por meio de vídeos, como preservar e economizar esse líquido tão importante para os seres vivos


Misto de laboratório, escola e entretenimento interativo, o local permite que a pessoa aprenda como a água evapora, sobe para as nuvens, cai como chuva nos mananciais, é captada para ser tratada, percorre quilômetros até chegar à Estação de Tratamento de Água (ETA), fica limpa, é distribuída e, finalmente, chega às torneiras das casas.


Todo este aprendizado é explicado por monitores, por meio de vídeos em 360 graus, em três painéis de LED, em terceira dimensão. São games educativos e divertidos sobre fraudes no consumo elixo em reservatórios; aparelhos vaporizadores de água, hidrômetros e microscópios; e até uma “viagem” em realidade virtual.


Afiada De três meses para cá, o caminhão já estacionou em 200 locais diferentes em mais de 50 cidades, transmitindo ensinamentos a 25 mil pessoas. O diretor de operações do projeto Somos Água, Fellipe Vendramim, informa que a maioria das visitas é composta por estudantes. “Queremos que  eles aprendam desde cedo a preservar e economizar água.”


As duas últimas paradas da carreta ocorreram nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, no câmpus da USP, na Cidade Universitária, no Butantã. Depois, a previsão era pegar estrada rumo a Assis, Tupã e Presidente Prudente.


Além de Vendramim, a equipe de monitores da Sabesp (autarquia vinculada à Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado) é formada por quase uma dezena de pessoas treinadas no tema. O pessoal é liderado pelo coordenador Wágner Alvarenga. “Mantenho a turma afiada e animada para atender e ensinar a garotada e os adultos que nos visitam”, diz.


Em Campo Limpo Paulista, próximo de Jundiaí, compareceram, em um só dia, uma turma com 818 crianças. “Foi um sufoco”, lembra Alvarenga. Quando há escolas por perto, o caminhão recebe normalmente média diária de 350 visitas; nos outros locais, são 250.


Água no corpo – Certa vez, recorda Alvarenga, “tive uma grata surpresa com uma garota de 3 anos, de uma escola do interior, que conhecia toda a trajetória da água, desde o vapor e as nuvens até a chegada às torneiras”.


Ao lado da carreta, há uma van para transportar pessoas com deficiência ou idosos. Quem entra no veículo depara com um painel que mostra o objetivo de conscientização do Somos Água. O cartaz informa a porcentagem de água no corpo do ser humano. Enquanto feto na barriga da mãe, a pessoa tem 90% de água; quando bebê, 80%; adulto, 70%; e idoso, apenas 50%.


Vendramim e Alvarenga mostram a primeira atração do passeio no caminhão.  É o vídeo de 10 minutos em três dimensões que apresenta a água desde as nuvens, sua descida em forma de chuva, mananciais, captação, tratamento e, finalmente, chegando às residências. Além disso, o filme exibe a importância de manter limpa a caixa-d’água, como fazer as instalações dos canos nas casas, funcionamento de hidrômetros.


Raios e trovões Um grande momento do vídeo fica por conta do processo de tratamento nas ETAs, com cloração, fluoração, decantação, filtração, etc. No final, a pessoa observa o processo de tratamento de esgotos. A trilha sonora do cineminha é o barulho de uma forte chuva, com raios e trovões, caindo sobre um telhado.


Depois, o visitante conhece a processo de vapor e líquido, imitando as nuvens, por intermédio de um vaporizador de vidro. Ao lado, um microscópio mostra os micro-organismos existentes na água antes do tratamento; essas mesmas imagens são apresentadas também no monitor.


Os hidrômetros expostos explicam como se afere o volume consumido, que será cobrado na conta, e o perigo de fraude no equipamento. “O delito pode dar cadeia e o consumidor ainda terá de pagar pelo que burlou”, alerta Vendramim. Instalada sobre o hidrômetro, uma televisão apresenta reportagens sobre fraudes.


Realidade virtual O xodó da garotada são os games eletrônicos: Caça-fraude, Rede certa e Jogue limpo – todos com pontuação. No primeiro, o jogador tem de ser rápido e clicar, na tela, em cima dos hidrômetros fraudados. No Rede certa, o visitante tem alguns minutos para fazer, na tela, as ligações de água potável, de esgoto e a pluvial, por meio de canalizações da rua à residência.


O jogador do terceiro game deve escolher o tipo de material que pode ir para os mananciais, como folhas e peixes, deixando de lado pneus e garrafas. Os jogos estão disponíveis gratuitamente para ser baixados no APP Store, da Apple, e no Google Play Store, do Android (ver serviço).


Por último, óculos eletrônicos remetem o visitante à tecnologia da realidade irtual. Quem utiliza o equipamento se sente “no ar”, como astronauta, sem chão ou paredes, e vislumbra a limpeza de uma caixa-d’água e os mananciais da Sabesp com águas para tratamento e consumo humano. A visita completa à carreta dura cerca de 25 minutos e, na saída, o visitante ganha um squeeze (garrafa plástica para guardar água potável) e um exemplar do urma da Mônica sobre o tema.


DOE, Executivo I, 06/12/2016, P.III