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Corpo de Bombeiros alerta: evite entrar em 2017 com queimaduras
24/12/2016

 


Em todo o Brasil, a queima de fogos de artifício é um espetáculo tradicional no réveillon. Os shows pirotécnicos atraem turistas de todos os lugares, mas, por trás de toda a alegria, há risco de acidentes e não são poucos.


Número de acidentes por fogos de artifícios cresce a cada ano; eles costumam provocar lesões graves e de difícil recuperação


Nos últimos 20 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), ocorreram 122 mortes por causa de acidentes com a queima de fogos. Foram 48 óbitos no Nordeste, 41 no Sudeste, 21 no Sul, e 12 nas regiões Norte e Centro-Oeste.


De acordo com a Associação Brasileira de Cirurgia da Mão, aproximadamente 70% dos casos de queimaduras são provocados por artefatos pirotécnicos e 10% das vítimas têm amputações, principalmente de mãos e dedos. E os 20% restantes sofrem lesões no rosto ou nos olhos. As lesões provocadas por fogos são graves e difíceis de recuperar.


“Fogos de artifício são produtos controlados pelo Exército brasileiro”, explica o capitão PM Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo. Ele recomenda comprar os artefatos somente em locais credenciados e autorizados, que têm garantia de produto seguro, além de orientações de profissionais habilitados.


A corporação solicita que a população denuncie locais clandestinos de comércio deste tipo de artefato ligando para o número 181 (Disque-denúncia) ou para o 190 (Polícia Militar).


Esclarecimentos – O porta-voz ressalta que deve ser respeitado o horário da soltura dos fogos de artifício. “Não se pode soltar rojões durante toda a noite. Além disso, os fogos não devem ser atirados pela janela de apartamentos. Os fogos de classe A (ver boxe) não podem ser queimados próximo a portas, janelas, terraços ou edificações que deem para a via pública ou estejam situadas diante de locais destinados ao tratamento médico de internação ou ambulatorial ou casa de descanso para idosos.


Mistura perigosa – Outro alerta dos bombeiros é não associar os fogos ao uso de bebida alcoólica. “Por serem extremamente perigosos, são proibidos para menores de 18 anos, e os adultos devem evitar que crianças fiquem expostas aos riscos das explosões”, aconselha o capitão.


Queimaduras – A SBOT orienta para, em caso de acidente com fogos de artifício, lavar o ferimento com água corrente. Deve-se, também, evitar tocar na área queimada e não colocar nenhuma substância sobre a lesão, como manteiga, creme dental, clara de ovo ou pomadas. Em seguida, a pessoa deve ser encaminhada a um hospital.


Classificação dos fogos de artifício


Classe A – Fogos com ou sem estampido que contenham até 20 centigramas de pólvora ou massa explosiva por artefato pirotécnico.


Classe B – Artefato pirotécnico que contenha entre 21 centigramas e 25 centigramas de pólvora ou massa explosiva por peça.


Classe C – Artefatos pirotécnicos que contenham entre 26 centigramas e 6 gramas de pólvora ou massa explosiva, por tubo; morteiros para apoio no chão, contendo o máximo de 2 gramas de pólvora ou massa explosiva, por peça.


Classe D – Foguetes com ou sem flecha (artigo de ar) cujas bombas contenham mais de 6 gramas) de massa explosiva ou pólvora; morteiro de estampido de qualquer calibre fixado ao solo, desde que projetado por meio de tubo metálico ou de papelão cuja bomba contenha mais de 6 gramas de pólvora ou massa explosiva; salva de tiros, usadas em festividades, desde que cada bomba contenha mais de 6 gramas de pólvora ou massa explosiva; peças pirotécnicas, presas em armações especiais usadas em espetáculos pirotécnicos; artigos denominados bombas de riscar, ou acender, também chamadas morteiros, para apoio no chão, contendo mais de 2 gramas de massa de estampido, por peça.


(Fonte: Corpo de Bombeiros da PMESP)


DOE, Executivo I, 24/12/2016, P.I