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Parques estaduais vão gerar energia solar para consumo próprio e exportar excedente
10/1/2017

 

Projeto de mini usina fotovoltática desenvolvido pela Cesp vai tornar os parques estaduais Villa Lobos e Cândido Portinari autossustentáveis

 

Os parques estaduais Villa Lobos e Cândido Portinari, em São Paulo, vão contar com sistema de energia elétrica próprios, gerados por uma mini usina solar, com potência de nove quiolowats/pico (Kwp), o suficiente para gerar 665 megawats hora (MWh) por ano e tornar os parques autossuficientes e ainda fornecer energia excedente.

O projeto que deve estar concluído este ano é liderado pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), e tem um sistema composto por 3 mil placas de captação solar, instaladas no cobertura do estacionamento do Parque Cândido Portinari, com capacidade para abrigar 264 veículos. Além de atender a necessidade dos parques, o excedente de energia será cedido à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, para ser utilizada em suas instalações.

Trata-se do maior projeto de mini geração solar distribuída em parques públicos no Brasil. Mesmo autosuficientes, os parques vão continuar ligados à rede de fornecimento de energia elétrica da AES Eletropaulo, no sistema de compensação, já que nos períodos em que não houver geração de energia - durante à noite e em dias nublados - os parques vão utilizar energia elétrica da rede.

Outros empreendimentos

São Paulo conta com duas usinas de energia fotovoltática (solar) instaladas no Estado. A primeira delas, está localizada no município de Campinas. A Usina de Tanquinho tem potência de 1.082 quilowats pico (Kwp) e capacidade para gerar 1,6 GWh por ano. A segunda é a usina fotovoltática da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo.

Há ainda empreendimentos sendo desenvolvidos nos municípios de Dracena e Guaimbê com potência de 270 MWp, além de 771 empreendimentos de micro e mnigeração distribuída. A Cesp também desenvolve uma projeto em Rozana, interior do Estado. É a primeira usina fotovoltática no Brasil a utilizar a tecnologia de placas flexíveis e rígidas em sistema flutuantes. Em operação desde outubro do ano passado, o projeto consiste na instalação de duas plantas com painéis solares rígidos de 250 quilowats (KW) em terra e outras duas plantas com painéis solares flexíveis com 250 KW em terra e 25 KW em sistemas flutuantes.

Segundo Levantamento do Potencial de Energia Solar da Secretaria de Energia e Mineração do Estado, São Paulo tem capacidade para gerar 12 milhões de MWh/ano, o suficiente para abastecer a 4,6 milhões de residência.

Do Portal do Governo do Estado