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Sem Parar com preço mais baixo exclui os estacionamentos
30/05/2012

 

Uso de locais credenciados para estacionar e rodovias federais não terão plano com mensalidade reduzida

 

Redução dos preços anunciada por Alckmin anteontem inclui só as rodovias estaduais sob administração privada

JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO

As reduções de custos para o Sem Parar anunciadas anteontem pelo governo de SP não valerão para motoristas que usam rodovias federais, em outros Estados ou estacionamentos credenciados.


As mudanças, que entram em vigor em 15 de junho, incluem planos pré-pagos e modalidades sem taxa de adesão e mensalidade menor, mas que valem só para pagamento eletrônico de pedágio nas rodovias estaduais de SP.


Um dos planos novos terá mensalidade de R$ 8, sem taxa de adesão. Já quem possui o plano clássico hoje desembolsou R$ 66,72 pela adesão e paga R$ 11,90 por mês.


A redução para vias estaduais foi articulada pela Artesp (agência de transportes de SP) e teve pressão política do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que quer popularizar o pedágio eletrônico.


O benefício atinge estradas importantes como Anhanguera, Bandeirantes, Ayrton Senna, Imigrantes, Raposo Tavares e Castello Branco.


Mas exclui outras também relevantes, mas federais, como Dutra, Fernão Dias e Régis Bittencourt, e estacionamentos -são 125 em SP.


Outras reduções de custos teriam de ser negociadas com os estabelecimentos (shoppings, aeroportos e faculdades) ou, no caso de vias federais, com as concessionárias e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o que, por ora, não é previsto.


Caso o motorista opte pelo plano mais barato, mas precise um dia usar estacionamento, rodovia federal ou de outro Estado, ele pode, mas terá de pagar a diferença (R$ 3,90) apenas naquele mês.


SEM REEMBOLSO 


Se o usuário mudar para o plano mais barato, não terá reembolso, pois o plano que ele contratou é mais amplo e não foi extinto -é ele quem decidirá optar por um modelo que oferece menos serviços, porém é mais barato.


Para isso, é preciso ir a um dos 350 postos de atendimento, que podem ser obtidos por telefone ou pela internet. Não há custo.


Fonte: Folha de S.Paulo/Cotidiano