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Água Legal da Sabesp abastece residências na capital e Grande SP
21/03/2017

 

Programa do governo estadual beneficiará 600 mil moradores economizará 3,3 bilhões de litros de água desperdiçados em ligações clandestinas

 

Na véspera do Dia Mundial da Água, comemorado nesta quarta-feira (22), a Sabesp lança na capital e Grande São Paulo o programa Água Legal, que irá levar água potável para 160 mil residências da região e beneficiar cerca de 600 mil pessoas, que deixarão de usar ligações clandestinas.

O governador Geraldo Alckmin participou do lançamento do programa nesta terça-feira (21) e visitou algumas das comunidades que serão beneficiadas pela iniciativa. Em uma delas, a Funcionários Públicos, na Zona Sul de São Paulo, serão conectados à rede de abastecimento 1.232 imóveis, beneficiando cerca de 7 mil pessoas. Com as ligações oficiais, deixarão de ser desperdiçados 24 milhões de litros de água mensais.

“Nós estamos na região do M’Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo, iniciando um grande trabalho que é o Água Legal. Muitas comunidades tinham água pelo sistema conhecido como ‘Macarronada’, aquele amontoado de fios e borrachas, utilizado para abastecer água clandestina. As pessoas tinham que pagar R$ 50 para quem tinha o equipamento para bombear água, na maioria das vezes contaminada. Nós estamos fazendo um trabalho de casa em casa, de regularização, levando água potável, de qualidade, com segurança”, disse Alckmin.

Segundo o governador, a Sabesp espera economizar 3,3 bilhões de litros de água desperdiçados em ligações clandestinas: “Isso equivale a abastecer uma cidade como Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo”, disse.

A Sabesp vai investir R$ 162 bilhões até 2018 para instalar ligações oficiais em áreas urbanas sem titularidade, em casas construídas em terrenos públicos que não estejam em área de proteção social, na capital e Grande São Paulo.

“Aqui onde estamos já foram feitas 1.500 ligações em casas e devem ser feitas mais 2.500. A meta é beneficiar 600 mil imóveis na Região Metropolitana. Estamos falando em 600 mil pessoas, em evitar desperdícios e garantir água de qualidade, mais saúde para a população”, afirmou Alckmin.

Mais saúde para os moradores

Os clientes residenciais que passam a ser conectados vão ser incluídos nas tarifas sociais cobradas pela Sabesp, no valor atual de R$ 7,59 para residências que consomem até 10 mil litros por mês, ou 33% da tarifa normal. A medida tem caráter social também em questões relacionadas ao meio ambiente e cidadania. Os moradores que antes não podiam comprovar o endereço, passarão a fazê-lo mediante a apresentação das contas de abastecimento.

Nas áreas beneficiadas, a Sabesp vai negociar com as prefeituras as autorizações individuais e a documentação necessária para instalar as tubulações nas ruas, já que uma lei federal impede a instalação de sistema de saneamento em áreas sem infraestrutura urbana.

Os ganhos virão sobretudo na área da saúde, com a redução de doenças e da mortalidade infantil, uma vez que a água fornecida pela Sabesp, além da qualidade, chegará por meio de tubulação adequada, evitando a infiltração de sujeira, comum nas ligações clandestinas.

Os bairros vizinhos também serão beneficiados, pois os vazamentos provenientes das ligações clandestinas provocam a redução da pressão da água na rede oficial e paralisações no abastecimento.

Campanha da Fraternidade

O programa Água Legal surgiu como um projeto piloto da Sabesp com o apoio e parceria de dioceses da área metropolitana, a partir da Campanha da Fraternidade de 2016, que tinha como como foco principal o saneamento básico. O sucesso do projeto piloto levou a companhia a estruturar o programa.

De acordo com levantamento da organização não governamental Trata Brasil, 37% da água tratada no Brasil acaba sendo desperdiçada na distribuição. As empresas de saneamento deixaram de receber 6,5 trilhões de litros de água potável, em 2013, prejuízo equivalente a R$ 8 bilhões anuais. Quanto menor a arrecadação, menos recursos para serem aplicados em investimentos no setor.

Do Portal do Governo do Estado