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SP garante mais de 22 mil L/s de água com obras de melhorias
21/03/2017

 

Investimento superior a R$ 3 bilhões pela Sabesp aumenta capacidade de abastecimento no Estado, que está protegido em caso de nova seca

 

Com investimento superior a R$ 3,1 bilhões em seis grandes obras de melhorias, a Sabesp está preparada para enfrentar uma seca semelhante a que castigou São Paulo em 2014-2015, case o episódio volte a acontecer. As obras fazem parte do pacote de ações para garantir a chamada segurança hídrica da capital e da Grande São Paulo, ou seja, assegurar que não falte água nas torneiras.

Cinco das seis obras funcionam como uma espécie de sistema de reserva, algo como um “backup” para emergências, e podem ser acionadas em caso de falta de chuvas. No entanto, ficam desligadas quando não há necessidade de uso. Graças às ações, a Sabesp pode aumentar a captação em 16 mil litros por segundo, volume suficiente para abastecer quase 5 milhões de pessoas da Grande São Paulo.

Três das cinco obras de reserva já estão prontas e inclusive foram utilizadas durante a crise hídrica: a ligação Rio Grande-Taiaçupeba, que pode bombear 4.000 L/s; a ligação Rio Pequeno-Rio Grande, também com 4.000 L/s; e a captação do rio Guaió, com mais 1.000 L/s. Na seca inédita de 2014 e 2015, elas ajudaram a encher as represas de onde sai a água que é tratada e enviada às residências.

A interligação Jaguari-Atibainha será entregue ainda este ano e poderá captar 5.130 L/s de água da bacia do rio Paraíba do Sul – podendo ainda operar no sentido inverso, do Sistema Cantareira para o Paraíba, em caso de necessidade. O sistema do rio Itapanhaú terá as obras iniciadas este ano e irá captar água de altíssima qualidade, de um ponto protegido e sem presença humana – um modelo semelhante ao que Nova York (EUA) fez com a água que é retirada das montanhas Catskills.

Interligação entre os sistemas

Na seca de 2014-2015, a região do Sistema Cantareira foi a mais afetada e suas represas chegaram a receber apenas 25% da média de água usual. Uma das soluções encontradas pelo governo foi aproveitar a interligação com os outros sete sistemas da Grande São Paulo, principalmente o Guarapiranga e o Alto Tietê. Assim, casas que antes recebiam água do Cantareira passaram a ser abastecidas pelos demais.

Esse sistema flex já existia e foi ampliado durante a crise, período em que foram executadas 34 obras de médio e grande porte, além de milhares de ações pontuais espalhadas pela capital e Grande São Paulo.

Outra obra está em andamento e irá ajudar nesse reforço. Com investimento de R$ 2,21 bilhões, o novo Sistema São Lourenço funcionará ainda este ano de forma permanente, enviando água todos os dias para até 2 milhões de pessoas e ajudando a poupar outros sistemas.

A maior obra de abastecimento de água em andamento no Brasil vai abastecer municípios como Barueri, Cotia, Itapevi, Jandira e Osasco. A região é onde a população mais cresce na Grande São Paulo, transformando o São Lourenço em uma ação fundamental para o desenvolvimento e a geração de empregos na Região Metropolitana – a construção chega a empregar 4,5 mil pessoas.

Do Portal do Governo do Estado