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Sistema de reconhecimento facial identifica doenças raras
04/05/2017

 

Desenvolvimento do software de última geração contou com a participação de pesquisadores da Unicamp e dos Estados Unidos

 

O projeto inovador que usa o reconhecimento facial para identificação de doenças acaba de ser desenvolvido em uma parceria de pesquisadores dos Estados Unidos e brasileiros, estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Participaram pesquisadores do Projeto Crânio-Face Brasil do Departamento de Genética da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), da Unicamp, e do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, dos Estados Unidos, além de estudiosos de outros países.

Através de um software de reconhecimento facial é possível identificar síndromes genéticas raras, como a Síndrome Velocardiofacial DiGeorge (22q11.2), conhecida por provocar, entre os mais de 180 achados clínicos, a fissura labiopalatina, popularmente chamada de lábio leporino.

Os resultados foram publicados na revista American Journal of Medical Genetics. De acordo com a análise foram coletadas informações e imagens de face de 106 indivíduos de 11 países com a delação 22q11.2 que causa a síndrome genética. A mesma avaliação de imagem foi feita com outras 156 pessoas sem a doença.

A partir de 126 medidas diferentes da face, a taxa de acerto para o diagnóstico da doença foi superior a 96% com o uso do software. O programa de computador é semelhante aos já utilizados em aeroportos para a identificação.

Os pacientes com a doença genética necessitam, ao longo de suas vidas, de um grande número de intervenções médicas e hospitalizações. O diagnóstico precoce é fundamental para a adequada avaliação e manejo clínico dos indivíduos e seus familiares.

A ideia é que o software ajudará a detecção de casos em países que não possuem recursos para a realização de exames genéticos. A expectativa é que no futuro o programa computadorizado possa identificar com precisão, e em grande escala, além da síndrome, outras que acomentem os seres humanos, como Down, Noonan e Williams.

Do Portal do Governo do Estado