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Governo de SP promove campanha de doação de medula óssea
08/06/2017

 

Iniciativa realiza cadastro de voluntários para auxiliar o pequeno Tito Bastos, de três anos de idade e portador de doença rara

 

Uma onda de solidariedade pode salvar a vida de uma criança de três anos de idade. Nesta quarta-feira (8), mais de 200 pessoas participaram, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, da campanha de captação de um doador de medula óssea para Tito Bastos, diagnosticado com a Síndrome Mielodisplásica.

A doença compromete o funcionamento desse tecido, que deixa de produzir as células sanguíneas maduras. Isso ocorre porque as células-tronco se multiplicam indefinidamente e ocupam o espaço das sadias. Atualmente, a única cura é o transplante.

Para identificar doadores em potencial, os pais do garoto criaram a página “Tamo Junto Tito”, que conta com apoio de diversos seguidores no Facebook. Logo após conhecer o diagnóstico do filho, o jornalista Rodrigo Bastos começou a campanha na Internet para incentivar a doação de medula óssea.

“Eu achava que existia uma nuvem de preconceito sobre a doação,mas que era possível esclarecer e reverter. Começamos uma série de ações de divulgação e pedi para jornalistas e atores comentarem na página do meu filho”, explica Bastos.

“A maior desinformação é que as pessoas confundem a medula óssea com a espinhal, mas elas não se relacionam. A medula óssea é o tutano do osso, um líquido gelatinoso”, acrescenta o jornalista. O processo para atestar a compatibilidade e realizar o transplante começa com o cadastro de voluntários no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Em seguida, uma amostra de sangue é coletada para o exame do sistema antígeno leucocitário humano, também conhecido como HLA. Os dados genéticos ficam armazenados, bem como as informações dos pacientes.

“Depois desse procedimento, é feita a busca de compatibilidade. Quando se identifica um possível doador, o voluntário é contatado e são feitos exames para verificar o estado de saúde”, destaca a hematologista Eugênia Maria Amorim Ubiali, coordenadora médica do Hemocentro de Ribeirão Preto.

Confirmada a compatibilidade, o transplante pode ser concretizado. De acordo com especialistas, a probabilidade da medula óssea de um paciente ser compatível com a do doador é de uma em 100 mil. Para confirmar o cadastro no Redome, o voluntário deve ter entre 18 e 55 anos.

Do Portal do Governo do Estado