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Assembleia aprova restrições ao uso de animais em escolas e universidades
26/06/2017

 

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na última quinta-feira (22/6) um projeto de lei que restringe o uso de animais na área do ensino. Pela proposta, as escolas e universidades poderão usar animais vivos somente em estudos de observação em campo, de diagnose e terapia de pacientes reais e em aulas de semiologia. Cadáveres e materiais obtidos de maneira ética também poderão ser utilizados.

"Há métodos substitutivos para o ensinamento. Um aluno sente-se muito mais seguro em aprender com um cadáver do que com um animal vivo. Muitas universidades já abandonaram essa prática que, além de desumana, é um crime", declarou o deputado Feliciano Filho (PSC), autor do projeto (PL 706/2012).

A professora Odete Miranda leciona na Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), primeira instituição a restringir a prática no país. Ela acredita que mais de mil vidas já foram poupadas desde que esse método foi dispensado. "Isso permitiu que muitos alunos continuassem estudando aqui. Vários saíram por não concordarem com a utilização de animais nas universidades", disse. Segundo ela, a aprovação dessa lei é um grande avanço para o Brasil. "Isso é uma realidade, não devemos mais usar animais para o ensino, não há necessidade e é um retrocesso, uma tradição que deve ser largada".

Para tornar-se lei, o projeto ainda precisa da sanção do governador Geraldo Alckmin.

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