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Nova sede da SP Escola de Teatro é inaugurada no Brás
03/07/2017

 

Governo do Estado investiu R$ 5,4 milhões no restauro do edifício histórico; espaço oferecerá cursos e ateliê de formação

 

O governador Geraldo Alckmin participou, nesta segunda-feira (3), da cerimônia oficial de inauguração da nova sede da SP Escola de Teatro. Localizado no Brás, na capital paulista, o prédio passou por dois anos de reforma, restauro e requalificação de áreas complementares.

O início dos trabalhos contou com a presença do Secretário da Cultura do Estado, José Luiz Penna. Durante o período de obras, a instituição ocupou dois imóveis na região central de São Paulo, além da sede Roosevelt, que continuará a receber atividades artísticas. O Governo do Estado investiu R$ 5,4 milhões no restauro do edifício histórico.

“O prédio ficou maravilhoso, porém o mais importante é a escola. Aqui, nós formamos diretores, dramaturgos, atores, atrizes e a equipe de apoio, além de cenógrafo, iluminador, sonoplasta, figurinista e técnico de palco. Mais de 70% dos profissionais saem daqui e já trabalham, seja no teatro em navios, shoppings ou para atuar em vitrines. A capacitação é impressionante. Talvez seja a melhor escola do Brasil”, ressaltou Alckmin durante a abertura do espaço.

Restauro

Na reforma do prédio, situado na Rua Rangel Pestana, foram realizados reparos das infiltrações nas paredes, restauro das esquadrias, troca de vidros e pintura, reforma do piso e do forro e readequação do sistema de combate a incêndio, entre outras intervenções. A obra também trouxe novidades: a adequação às Normas de Acessibilidade, incluindo a instalação de elevadores acessíveis e a construção de um auditório.

O teatro tem capacidade para 148 espectadores e será voltado ao uso interno dos aprendizes. Com o tempo, existe a possibilidade de que o palco abrigue os espetáculos promovidos pelas residências artísticas.

O novo espaço da SP Escola de Teatro terá parte da estrutura dedicada a projetos especiais, que reúnem as peças em temporada e as residências artísticas – grupos teatrais que ocupam o local para trocar experiências com aprendizes. Também migrarão para o edifício os cursos regulares, de extensão e de circo, além da biblioteca e do setor administrativo. Paralelamente, a sede da Praça Roosevelt funcionará como ambiente de ensino, com aulas técnicas de iluminação e sonoplastia em estúdios.

História

A nova sede guarda memórias do período da Primeira República, também conhecida como República Velha, que promoveu um novo sistema educacional, com várias formas de organização do ensino – entre elas, as chamadas Escolas Normais. A proposta pedagógica da época era refletida na arquitetura das construções: projetado em 1911 pelo engenheiro e arquiteto Manuel Sabater, o prédio sintetizou a importância das novas instituições que resultaram do esforço em difundir a educação pública.

Inaugurada em 2010, a SP Escola de Teatro surgiu em razão do crescimento da produção teatral e do número de salas de espetáculos no Brasil, com o objetivo de democratizar o acesso da população à formação artística. A instituição oferece cursos de formação teatral, incluindo disciplinas como Atuação, Cenografia e Figurino, Direção, Dramaturgia, Humor, Iluminação, Sonoplastia e Técnicas de Palco. Cerca de 400 pessoas são atendidas por ano, além dos cursos livres de extensão.

Desde o começo das atividades, mais de dois mil aprendizes passaram pela Escola. Em 2016, o espaço recebeu 86 artistas convidados, quatro artistas residentes e ofereceu 27 cursos de extensão.

Para celebrar a inauguração, a SP Escola de Teatro lançou o projeto “Ocupa Brás”, voltado para companhias teatrais e circenses. A iniciativa tem o intuito de ceder espaço e estrutura para que coletivos artísticos possam trabalhar novos espetáculos, exercícios e criações. A sede é base da residência artística do programa “Nos Trilhos Abertos de um Leste Migrante”, uma investigação sobre território e migração, desenvolvida pelo Coletivo Estopô Balaio. Para o segundo semestre, estão previstas as residências criativas de dois espetáculos e a oficina “Dramaturgia para Mulheres Imigrantes”, da Cia. Obsessiva.

Do Portal do Governo do Estado