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Dia Nacional da Saúde: os desafios de um Estado como São Paulo
05/08/2017

 

Para atender as necessidades da população, governo estadual segue investindo em infraestrutura, tecnologia e pesquisas na área

 

Segundo o censo do IBGE de 2016, o Estado de São Paulo possui uma população de 44,7 milhões de pessoas, cinco milhões a mais do que no censo anterior, de 2010. Com números dessa magnitude, não é difícil imaginar os desafios do governo para suprir as necessidades de saúde da população. Para celebrar o Dia Nacional da Saúde, comemorado anualmente em 5 de agosto, preparamos a seguir um especial sobre o setor no território paulista.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde revelam que São Paulo tem uma rede hospitalar de 93 hospitais estaduais, incluindo alguns considerados como referência no país e no mundo, como o Instituto do Coração (Incor), o Hospital Dante Pazzanese de Cardiologia e o Instituto do Câncer (Icesp); 56 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) e 40 farmácias ambulatoriais de alto custo.

Confira aqui a lista de AMEs do Estado de São Paulo.

O número de consultas médicas realizadas por ano chega a 77,6 milhões e o de atendimentos ambulatoriais (raio-x, patologia clínica, consultas, entre outros) a 1,1 bilhão de procedimentos. O Estado mantém 55,5 mil leitos hospitalares e 5,3 mil leitos de UTI, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em São Paulo, são feitas todos os anos 2,4 milhões de internações e 775 mil cirurgias.

Entre os exames mais complexos, são feitas todos os anos 1,3 milhão de tomografias e 334 mil exames de ressonância magnética. Do total de internações de alta complexidade realizadas no Brasil, 25%, ou 178 mil, acontecem no Estado de São Paulo. No tratamento oncológico, são feitas no Estado 2,6 milhões de sessões de radioterapia (24,6% do total de sessões do país) e 736 mil sessões de quimioterapia (25,6%) ao ano. O Estado de São Paulo concentra ainda 32% do total de transplantes de órgãos realizados no país, o equivalente a 5.676 pacientes transplantados.

Estão à disposição do sistema de saúde pela Secretaria de Estado da Saúde 22 mil médicos, 4,5 mil deles na capital, além de 168 mil funcionários, sendo 36,3 mil na capital.

Principais programas e hospitais

Saúde em Ação

Em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Governo do Estado está investindo R$ 826 milhões no setor de saúde este ano, na construção de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME), clínicas médicas especializadas, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).

Dos recursos financeiros empregados no programa, 70% do valor são investidos pelo BID e 30% pelo tesouro do Estado. Em agosto, o Governo do Estado iniciou a construção de onze equipamentos de saúde em Campinas, entre os quais um AME, um CAPS e dez clínicas médicas. Em Bauru, o programa vai construir um novo Hospital das Clínicas e acrescentar mais 200 leitos hospitalares à região.

Mulheres de Peito

O programa da Secretaria de Estado Saúde faz exames gratuitos de mamografia preventivas do câncer de mama nas unidades hospitalares ligadas ao SUS. Mulheres com idade entre 50 e 69 anos não precisam apresentar exame médico para fazer o procedimento. As outras faixas etárias também são atendidas, mas nesse caso há necessidade de solicitação médica. Além das unidades médicas, unidades móveis do programa, as Carretas da Mamografia, percorrem as cidades do Estado para ampliar o número de pacientes atendidas. Desde o início do programa, em 2014, já foram feitos mais de 124 mil exames.

Filho que ama leva o Pai ao AME

O programa estimula os filhos a levarem os pais com idade superior aos 50 anos para fazer consultas e exames médicos periódicos. O atendimento é gratuito e os pais são recebidos por médicos cardiologistas, urologistas e profissionais de outras especialidades. No AME, é possível fazer exames de sangue e cardiológicos e até pequenas cirurgias, em algumas unidades.

Rede Hebe Camargo

A rede que leva o nome da famosa apresentadora de TV é composta por 76 unidades de referência oncológica e atende cerca de 3,3 milhões de pessoas por ano, para cirurgias e tratamento de radioterapia e quimioterapia. O Governo do Estado já investiu mais de R$ 110 milhões em obras estruturais e na aquisição de equipamentos, desde 2013, ano de criação da rede.

Incor

O Estado de São Paulo conta com diversos hospitais considerados referência. O Instituto do Coração (Incor) é um dos três mais renomados centros de atendimentos cardiológicos do mundo. Em 40 anos, o Incor já realizou mais de 125 mil cirurgias; 1.100 transplantes de coração e de pulmão em adultos, jovens e crianças; 1,1 milhão de atendimentos de emergência, entre outros procedimentos. No final de abril deste ano, foi inaugurada no Incor uma nova área de pronto socorro de cardiopneumologia, a mais moderna do SUS no país, um investimento de R$ 15,6 milhões.

Instituto Dante Pazzanese

O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC) comemorou em março 50 anos de cirurgias de ponte de safena e cateterismo no Brasil. Considerado referência em cardiologia,o IDPC está sendo ampliado com a construção de 102 novos leitos e cinco novas salas de cirurgia. O instituto se destaca pela introdução de novas técnicas diagnósticas e terapêuticas e por pesquisas pioneiras na área cardiovascular.

Icesp

Parte do Complexo do Hospital das Clínicas, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) é uma unidade hospitalar voltada exclusivamente para o tratamento de pacientes com câncer, ensino e pesquisa na área de oncologia. Em maio deste ano, o Icesp passou a utilizar um inédito sistema de imagens que permite o mapeamento do coração do paciente submetido a cirurgia de retirada de tumores ou reconstrução plástica. O Governo do Estado investiu R$ 5 milhões na tecnologia considerada pioneira na área de saúde pública.

Do Portal do Governo do Estado