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Setembro é tempo de promover a inclusão das pessoas com deficiência
09/09/2017

 

Confira lista de espaços que promovem o acesso de todos e estimulam a inclusão, fortalecendo a luta da pessoa com deficiência

 

Setembro é o mês oficial da luta pela inclusão da pessoa com deficiência. A iniciativa tem como objetivo gerar visibilidade a causa da pessoa com deficiência e promover ações em prol das pessoas com deficiência. Neste mês comemora-se o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, no dia 21, o início da Primavera, sinal de um novo tempo.


Além do trabalho constante da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, algumas iniciativas de outras instituições do Governo do Estado já estão sendo realizadas. A promoção do Setembro Azul da Casa das Rosas, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, é um exemplo com a realização de eventos para conscientizar a sociedade sobre a importância de ações que promovam o acesso à cultura para a comunidade surda.


Outro exemplo vem da Federação Estadual das Apaes de São Paulo (Feapaes-SP), que promove o Setembro Verde, que tem o objetivo de desenvolver atividades junto às Apaes do Estado de São Paulo para a conscientização da população sobre a inclusão social das pessoas com deficiência.


Para fortalecer a luta da pessoa com deficiência e estimular a inclusão, listamos abaixo alguns lugares administrados pelo governo estadual que promovem o acesso de todos. Espaços e projetos que têm até uma identificação exclusiva, o Selo da Acessibilidade Comunicacional. Confira!


Praia Acessível


Coordenado pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude e Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com o apoio da Sabesp, o programa é dirigido à pessoas com dificuldade de locomoção, como idosos e cadeirantes, nas praias do litoral paulista.


Pelo projeto, os participantes participam de diversas modalidades de esporte adaptado. Tem vôlei sentado, surf adaptado, handbike, frescobol adaptado e piscina infantil.


E para quem tem dificuldades para tomar banho de mar, o Praia Acessível – Esporte para Todos oferece cadeiras especialmente desenvolvidas para andar na areia da praia e que podem entrar na água. No banho assistido, como é chamada a atividade, a pessoa é acompanhada o tempo todo por um monitor, garantindo a segurança do participante.


O programa mantém um site na Internet. Clique aqui para obter mais informações.


Parque do Capivari – Campos do Jordão


Um dos pontos turísticos mais procurados durante a temporada de inverno, o Parque teve sua estrutura reformada. Além do projeto de paisagismo implantado, que também incluiu itens de acessibilidade, as novidades incluem a revitalização da antiga estação da Estrada de Ferro.


Mantendo a identidade original, foram construídas uma rampa que dá acesso ao parque pela rua Diogo de Carvalho no centro de Capivari, e outra rampa de acesso para a antiga estação, que hoje, expõe obras de artistas plásticos regionais, como Ditinho Joana, Sidnei Costa, Ricardo Valise, Neila Cardoso, Marcela Oliver, Fátima Gomes, Christina Lehrman Cesar e Andreia Rodrigues.


Estância Turística de Socorro


A cidade de Socorro, estância hidromineral localizada a 134 km de São Paulo, integra o circuito das águas paulista. A cidade é referência em turismo de aventura no Estado. Dos cerca de 400 mil turistas que visitam Socorro anualmente, aproximadamente 10% são pessoas com deficiência.


Os investimentos na cidade incluem transporte e equipamentos adaptados, além de treinamento de profissionais para atender pessoas com deficiência. Cada público é atendido de acordo com suas necessidades. Além disso, os pontos turísticos do centro histórico são interligados por um piso tátil e os semáforos foram adaptados com recursos sonoros, para atender a pessoas com deficiência visual.


Pinacoteca


O Programa Educativo para Públicos Especiais (PEPE) promove o acesso a grupos de pessoas com deficiências sensoriais, físicas, intelectuais e transtornos mentais à Pinacoteca, por meio de abordagens e recursos multissensoriais. As visitas são realizadas por educadores especializados, inclusive em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).


O PEPE também realiza cursos de formação para profissionais interessados em usar a arte e o patrimônio como recursos inclusivos e desenvolve publicações para o público deficiente visual e auditivo. Para garantir a autonomia de visitação ao público com deficiência visual, foi desenvolvida a Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras e um vídeo-guia para o público surdo.


Para mais informações sobre este programa, contate (11) 3324-0945 ou o e-mail educaespecial@pinacoteca.org.br.


Estação Pinacoteca


A Estação Pinacoteca possui visitas educativas a grupos agendados, com educadores especialistas no atendimento de pessoas com deficiência. Basta agendar por telefone. Essa visita acontece no espaço expositivo da Exposição Arte no Brasil: uma história do modernismo na Pinacoteca de São Paulo.


A Estação ainda possui maquete tátil para investigação da arquitetura do prédio em que está localizada; material de apoio multissensorial de compreensão e análise das pinturas (maquetes táteis, pranchas em alto relevo e autocontraste). O equipamento facilita a compreensão das pinturas a pessoas com deficiência visual, baixa visão e deficiência intelectual. O agendamento é feito pelo telefone (11) 3324-0944 ou 3324-0943.


Museu Catavento


O Catavento Cultural e Educacional, museu de Ciência e Tecnologia, oferece o roteiro Catavento Acessível, com visitas guiadas dirigidas a pessoas com deficiência física, visual ou intelectual. O conteúdo abordado é adaptado a cada tipo de necessidade, sempre com ênfase na associação do teor científico das instalações do Catavento com o dia a dia do visitante. O roteiro é desenvolvido de forma lúdica e pautado por exemplos práticos, explorando o lado sensorial para estimular a interatividade do grupo com as atividades propostas.


O passeio está disponível de terça a sexta-feira, para grupos agendados. A capacidade diária de atendimento é de 160 pessoas. Basta preencher o formulário de solicitação no site http://www.cataventocultural.org.br.


Museu Afro Brasil


O Museu Afro Brasil possui um programa de acessibilidade chamado Singular Plural. Ele atende pessoas com deficiência intelectual, surdos, pessoas com baixa visão e cegos, com transtornos mentais, comprometimentos neuromotores e pessoas com deficiências múltiplas.


Às terças e quintas ainda são realizadas visitas agendadas em LIBRAS (Língua Brasileira de  Sinais), feitas por um educador do museu que possui deficiência auditiva e organiza projetos voltados a surdos. Também está disponível ao público um audiolivro sobre o Acervo do Museu.


O Museu também lançou um aplicativo para dispositivos móveis (IOS e Android, em português e inglês), com ferramenta de audioguia para acesso a conteúdos exclusivos via QRCode. Ele oferece informações referentes aos Núcleos do Acervo, bem como conteúdo exclusivo de exposições temporárias.


O Museu Afro Brasil ainda dispõe de uma seleção de obras originais e reproduções de obras liberadas ao toque, maquetes tridimensionais com legendas em dupla leitura (tinta e Braille), reproduções em relevo de obras de arte e jogos educativos e áudio livro.


Museu da Diversidade


Localizado dentro da Estação República do Metrô, tem acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Dentro do Museu há rampas para cadeirantes. O projeto expográfico também garante aos deficientes físicos acesso a todas as obras da exposição.


O equipamento possui vídeo-guia da exposição em cartaz e todas as obras possuem legendas reproduzidas em Braille. Os educadores do Museu também participam de treinamentos e cursos capacitadores para atuar junto a pessoas com deficiência.


Museu do Café


O Museu do Café, em Santos, acolhe os portadores de deficiência por meio de programas especiais que acontecem sob agendamento. As atividades oferecem desde visita monitorada especial até a realização de atividades específicas em que o grupo pode ter um contato ainda mais próximo com o café, a partir de estímulos e dinâmicas que atingem os sentidos e a percepção sensorial, algo que o café permite explorar por suas características e sua química. A arte e a história também são apresentadas por meio de atividades específicas, que exploram o conhecimento patrimonial do café e do Edifício da Bolsa Oficial de Café.


O espaço ainda desenvolve ações específicas ao público com deficiência. O Café com Arte ensina a técnica de construção de vitrais; em Cafés Especiais, os sentidos do olfato e paladar são trabalhados; e as Dinâmicas Especiais com Acervo Pedagógico e Educativo expõem noções de educação patrimonial por meio da apresentação e manuseio de objetos que compõem o acervo do museu.


Todas as atividades são executadas de forma adaptada ao grupo visitante. O público das atividades especiais é formado por deficientes físicos, cognitivos e intelectuais. Os contatos para agendamento e informações são o e-mail educativo@museudocafe.org.br e o telefone (13) 3213-1756.


Museu de Arte Sacra


A Ação Educativa do Museu de Arte Sacra desenvolve o Programa de Acessibilidade com visitas mediadas, contação de histórias com roteiro que privilegia a audiodescrição e tradução simultânea em Libras, além de cursos para professores e oficinas que tratam desta temática. Paralelamente a esse trabalho, os educadores desenvolvem uma série de materiais de apoio que possibilita a fruição do acervo e das exposições temporárias.


Museu do Futebol


O Museu do Futebol foi planejado para ser acessível desde sua concepção, com salas e conteúdos pensados e reanalisados constantemente. Estão disponíveis audioguia para pessoas cegas e/ou com baixa visão; audioguia em português, inglês e espanhol; piso tátil em todo o percurso; maquetes e materiais táteis sobre o estádio e o conteúdo das salas no percurso do piso tátil. Os funcionários e educadores do Museu também são preparados para atender públicos diversos, entre eles, pessoas com deficiência.


Museu Casa de Portinari


O Museu Casa de Portinari, na cidade de Brodowski, possui rampas adaptáveis, oferece cadeiras, bengalas, andadores e bancos para descanso. Há também um banheiro adaptado. Disponibiliza visita monitorada, textos informativos em tinta e braile; audioguia e DVD em Libras; maquete tátil com a arquitetura do Museu; réplicas táteis de obras bi e tridimensionais; réplicas táteis de móveis e ambientes; jogos, quebra-cabeças e detalhes de obras. O público surdo tem também a oportunidade de saber mais sobre os detalhes da Capela da Nonna por meio do QR Code, com o auxílio de seu próprio celular, ou pelo tablet que a instituição disponibiliza para os usuários.


O espaço ainda realiza oficinas específicas para o público da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Todos os anos o Museu Participa da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech). No site, há vídeo acessível na Língua Brasileira de Sinais (Libras), além do Hand Talk uma ferramenta que traduz simultaneamente o conteúdo dos textos para Libras.


Museu Índia Vanuíre


O Museu Índia Vanuíre, na cidade de Tupã, é totalmente adaptado para pessoas com deficiência. A parte externa do prédio possui rampas de acesso e a área interna possui banheiro adaptado. Oferece cadeiras de rodas e bancos para descanso. Além da visita orientada, são disponibilizados áudios descritivos para o público cego, vídeos com janelas close caption para surdos, vídeos legendados, estes sendo disponibilizados no módulo Aldeia Vanuíre, das etnias Kaingang e Krenak. São oferecidos ainda objetos indígenas para serem tocados pelo público cego ou com deficiência intelectual, entre eles manequins táteis e as maquetes tridimensionais. Além de itens do acervo em relevo e miniatura. No site, está disponibilizado o aumento da fonte para pessoa de baixa visão, além do Hand Talk uma ferramenta que traduz simultaneamente o conteúdo dos textos para Libras.


Toda última sexta-feira do mês, por meio do Projeto o Olhar é o Sentir Pelas Mãos, é realizado um encontro com duração de três horas em que são realizadas oficinas temáticas com público cego. Às quartas-feiras são realizados encontros com atividades lúdicas, reflexivas e temáticas para o público com deficiência mental. Todos os ano o Museu participa da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech).


Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro


O Museu Felícia Leirner e o Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, possuem corrimãos na escada para acesso ao Auditório e um elevador na parte interna para a plateia. O Museu conta com vagas de veículos destinadas a esse público. No site, está disponibilizado o aumento da fonte para pessoa de baixa visão, além do Hand Talk, uma ferramenta que traduz simultaneamente o conteúdo dos textos para Libras.


Museu da Imagem e do Som – MIS


Além da acessibilidade física – como rampas de acesso, elevadores, piso tátil e banheiros adaptados – o MIS também oferece guias-videntes, audiodescritores e visitas direcionadas a esse público. O Núcleo Educativo do Museu conta com profissionais capacitados a realizar audiodescrição, e visitas para público de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.


Museu da Casa Brasileira – MCB


Para o público com deficiência visual, é permitido fazer visitas táteis, nas quais o visitante recebe uma luva e pode tocar algumas peças do acervo do museu. Pessoas cegas também podem conferir a maquete tátil do Museu da Casa Brasileira, além de um folder em braile sobre o museu.


O espaço possui ainda materiais pedagógicos que podem ser usados pelo público deficiente visual, deficiente intelectual, entre outras deficiências. São eles: prancha texturizada para desenho, na qual é possível desenhar e sentir através do tato o que foi realizado, e esquema corporal tátil, blocos lógicos. Material específico sobre o museu: pranchas táteis com detalhes da fachada do museu e das peças do acervo MCB e miniaturas de peças do acervo.


Também fazem parte da programação a realização de jogos e propostas pedagógicas usadas em visitas educativas tanto com o público sem deficiência quanto com deficiência como, por exemplo, contação de histórias com as peças do acervo.


Biblioteca São Paulo


A programação da Biblioteca de São Paulo permite acolher e integrar crianças e adultos com deficiência intelectual ou física, por meio de brincadeiras e jogos, adaptando os recursos para esse público tão especial. Os programas permanentes como Clube de Leitura e Jogos Sensoriais (brincadeiras que estimulam a habilidade sensorial e a memória), são exemplos de atividades que permitem a inclusão de pessoas com deficiência.


No acervo são disponibilizados cerca de 1.155 de audiolivros e 188 exemplares em braille. Estão à disposição, também, dois ampliadores de caracteres destinados às pessoas com baixa visão, além de lupas eletrônicas, folheador eletrônico, leitores digitais, display braille/leitor tátil, teclado para computador, linha Braille, impressoras BrailleTermofusora e mouse óptico. A BSP tem ainda scanners capazes de “transformar” livros escritos em arquivos de áudio o que permite que o visitante leve o audiolivro para casa – basta ter em mãos algum tipo de mídia para armazenar o arquivo como MP3, pen drive, CD ou DVD.


São Paulo Companhia de Dança


Desde 2013, a São Paulo Companhia de Dança utiliza o recurso de audiodescrição – modo que transmite ao público cego, por meio de fones de ouvido, informações sobre cenário, figurino e, principalmente, os movimentos dos bailarinos – em suas apresentações por espaços públicos do interior e da capital de São Paulo. Neste ano, com o objetivo de viabilizar a implantação de mais recursos de acessibilidade comunicacional, a SPCD, promove e amplia o programa. A tecnologia avançada do aplicativo Whatscine transmite para smartphones e tablets os recursos de audiodescrição, interpretação em LIBRAS e subtitulação, permitindo às pessoas com deficiência entrar em contato com a experiência da dança.


Do Portal do Governo do Estado