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Incêndios na vegetação aumentam com o tempo seco em São Paulo
16/09/2017

 

Dados do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo revelam que, até agosto, ocorreram 19.839 incêndios na vegetação no Estado de São Paulo. No ano passado, foram 24.523 em igual período. “Os números impressionam,mas a explicação é simples: a combinação tempo seco e baixa
umidade do ar é um estopim na mata e, se houver ação humana, a situação se agrava”, afirma o capitão PM Marcos Palumbo, porta-voz da instituição.

Corpo de Bombeiros e Defesa Civil pedem para não queimar lixo nem jogar bitucas de cigarro na mata ou nas estradas que cortam o Estado

Para se ter ideia, somente na terça-feira, 12, foram registrados 352 incêndios na Região Metropolitana e São Paulo (RMSP). Nos meses de agosto e setembro foram notificadas 170 ocorrências por dia em todo o território paulista. “As principais regiões comprometidas pelas queimadas são Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba e Presidente Prudente”, informa o oficial.

O incidente, além de atingir a fauna e a flora da região, pode se transformar
em um grande problema, como o que ocorreu no dia 30 de agosto na Estrada
Carvalho Pinto (SP-70), no município de Jacareí, com 36 veículos se incendiando ao mesmo tempo, por 16 horas. Duas pessoas morreram e 20 foram socorridas, segundo informações dos Bombeiros e da Polícia Rodoviária estadual.

De acordo com Palumbo, “uma fumaça branca, provocada por queimada às margens
da rodovia, impedia a visibilidade no trecho do engavetamento”.

Operação estiagem – A Defesa Civil do Estado promove duas grandes operações
no ano: Operação Estiagem e Operação Verão. “As oficinas de especialização
de combate a incêndios florestais são realizadas pelas defesas civis dos
municípios e ocorrem de abril a junho. No total, foram promovidas 14 somente neste ano”, diz o major PM Marco Antonio Basso, subdiretor de Defesa Civil da Coordenadoria da Defesa Civil Estadual.

As oficinas foram realizadas nas regiões administrativas sob a jurisdição da
Defesa Civil. “Geralmente, elas ocorrem em municípios com maior potencial de risco de incêndio. Os profissionais da Defesa Civil municipal passam por treinamento conosco e com o Corpo de Bombeiros, depois, cada município recebe um kit estiagem, composto por abafador, bombas costais, pares de luas, enxadas, lanternas e cantis”, diz Basso. A primeira oficina contemplou cidade de Sorocaba (em abril) e, em junho, foi realizada em Marília.

Combate aéreo – Pelo terceiro ano consecutivo, a Defesa Civil Estadual contratou, por meio de licitação, empresas de aviação para o combate aéreo aos incêndios. “São aviões agrícolas adaptados para esse tipo de ação. Quatorze aeronaves atuaram nas regiões de São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Araçatuba por causa do tempo seco. Os primeiros incêndios ocorreram em Catanduva, no dia 12 de julho; e no dia 12 de setembro, em Ribeirão reto”, informa Basso.

Responsabilidade – O major PM Basso e o capitão PM Palumbo alertam:todos precisam se conscientizar de que incêndio na vegetação gera inúmeros problemas. “O dano ambiental é irreversível. As pessoas devem evitar atear fogo em terrenos baldios, em lixo, e, principalmente, jogar bitucas de cigarro acesas na beira de estradas e rodovias. As altas temperaturas aliadas à baixa umidade favorecem o início de um grande incêndio. É uma ação dificílima de ser combatida. Os bombeiros têm de embrenhar-se na mata e realizar um trabalho manual perigoso. Em casos mais graves, são utilizadas aeronaves, as quais conseguem cobrir área de 40 metros de largura por 200 metros de extensão. É utilizado, também, um equipamento chamado bambi bucket, que despeja até 545 litros de água nos focos de incêndio”, explica Palumbo.

Manual didático, com informações sobre como evitar incêndio na vegetação,
como se proteger contra raios, entre outras orientações, pode ser baixado e impresso nas redes sociais da Defesa Civil Estadual (ver serviço). “No mesmo endereço, pode se verificar boletins meteorológicos, participar de eventos da corporação, cursos e treinamentos. No site www.cidec.sp.gov.br/ ava, as pessoas interessadas podem realizar curso básico de defesa civil com 30 horas de duração, com direito a certificado. É uma forma de aproximar a sociedade do nosso trabalho”, finaliza Basso.

Dicas para evitar incêndio na mata
• Nunca jogue pontas de cigarros em locais inapropriados, principalmente nas rodovias, próximo a vegetações. A bituca, além de poluir, pode provocar
grandes incêndios
• Evite fazer fogueiras. As fagulhas podem ser levadas pelo vento e espalhar as chamas. Caso seja necessário, procure uma área afastada e sem vegetação
• Não solte fogos de artifício próximo a áreas florestais
• Nunca queime seu lixo
• Se viver em área rural, mantenha seu terreno limpo, capine próximo às cercas e divisas de sua propriedade. Previna que incêndios nas redondezas se alastrem para seu terreno
• Causar incêndios em florestas é crime ambiental (Lei estadual nº 10.547/
2000; Decreto estadual nº 56.571/2010, Resolução SMA nº 23/2011)
• O uso indiscriminado de queimadas em áreas rurais provoca o empobrecimento
do solo e pode ser considerado crime contra o meio ambiente (Fonte: Corpo de Bombeiros da PMESP

SERVIÇO
Corpo de Bombeiros
Twitter: @bombeirosspmesp
Facebook: corpodebombeirosdapmesp
Instagram: corpodebombeirosdapmesp
Portal: corpodebombeiros.sp.gov.br
Defesa Civil do Estado
Twitter: /defesacivilsp
Facebook: defesacivilestadual
Instagram: @cedecsp
Portal: www.defesacivil.sp.gov.br

Maria Lúcia Zanelli
Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial

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