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Desenvolve SP realiza Movimento pela Inovação na capital paulista
4/10/2017

 

Depois de 22 eventos e mais de 1,5 empresários atendidos no interior de São Paulo, a Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista realizou, ontem, 3, na cidade são Paulo, pela primeira vez, o Movimento pela Inovação, iniciativa idealizada para encurtar a distância entre o empresário e as instituições de incentivo nessa área.

Evento apresentou formas de elaboração de projetos para obtenção de crédito
para quem pretende investir em inovação

Desde sua fundação, em 2009, a agência paulista financiou mais de R$ 2,6 bilhões em todo o Estado. Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foram liberados mais de R$ 870 milhões – um terço do total desembolsado. Especialmente para inovação, a instituição financiou R$ 108,7 milhões para 90 empresas, 56% desse total na RMSP.

No evento, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), especialistas falaram sobre os desafios das equenas e médias empresas e os principais mecanismos de apoio para quem pretende investir na inovação, como a obtenção de recursos, garantias, elaboração e apresentação
de projetos.

Inovação no DNA – “Apesar de São Paulo ter um extraordinário ecossistema de inovação, com incubadoras, startups de destaque e empresas de alta Tecnologia que têm a inovação no DNA, muitas ainda desconhecem o suporte que instituições oferecem para apoiar projetos inovadores”, diz o presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos.

O diretor plenário do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp, Claudio Luiz Miquelin, destacou a necessidade de inovação das empresas. “Tenho 61 anos de idade e estou na minha 22ª empresa. Precisamos inovar.” Miquelin acrescentou: “Sou um crítico contumaz dos bancos, mas preciso reconhecer o
importante trabalho realizado pela Desenvolve SP para concessão de créditos”.

O superintendente de Negócios da Desenvolve SP, Eduardo Saggiorato, iscorreu,
ao lado de Guilherme Montoro, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econô mico
e Social (BNDES), sobre financiamentos especiais para inovação e as vantagens de uma agência de desenvolvimento. Saggiorato explicou as linhas de crédito disponíveis: “Nosso foco é atender pequenas e médias empresas instaladas no território paulista, de todos os setores da economia.
Para linhas de crédito dirigidas à inovação,podem ser avaliados projetos de startups e empresas emergentes com o faturamento ainda não consolidado”.

Missão – O potencial paulista foi destaque para Fábio Kon, coordenador adjunto de pesquisa para inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). No interior paulista, há mais de 62 entidades com missão orientada a trabalhos de pesquisa, além de 14.787 empresas que desenvolvem atividades de inovação.“Gostaria que toda empresa tivesse seu
departamento de inovação”, pontuou Kon, que ressaltou os bons resultados da Pesquisa Inovativa na Pequena Empresa (Pipe), programa da Fapesp que existe há 20 anos e que, no ano passado, aprovou 220 projetos e repassou cerca de R$ 60 milhões.

Segundo Kon, estudo revelou que, para cada R$ 1 investido pela Fapesp, acrescido de R$ 0,80 pela empresa, o faturamento médio foi de R$ 11. “Os projetos estão bem distribuídos pelo Estado, mas acabam nascendo em volta das boas universidades. Já financiamos 1.169 empresas”, revela.

Depois do debate sobre fundos garantidores e como apresentar o projeto de inovação, as instituições realizaram atendimentos individuais aos empresários
e pesquisadores.

Regina Amábile
Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial

DOE - Seção I, p. II