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Nona edição do IPRS registra avanços da Educação no Estado
10/11/2017

 

Nona edição do IPRS registra avanços da Educação no Estado

 

Fundação Seade e Assembleia Legislativa do Estado divulgaram recentemente a nona edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), que há 17 anos vem dimensionando a evolução dos índices sociais e econômicos nos 645 municípios do Estado.


Com dados relativos ao ano de 2014, dentre as dimensões medidas pelo índice, a área de Educação é que apresentou a maior progressão no período entre essa e a edição anterior do IPRS. Outras duas dimensões avaliadas, os índices de Riqueza e Longevidade, se mantiveram praticamente estáveis.


Na Educação, a evolução entre 2012 e 2014 foi de dois pontos percentuais positivos. Em uma escala de 0 a 100, o Estado alcançou o índice de 54 contra 52 na medição anterior. Mas os níveis de ensino vem melhorando desde o ano 2000, quando o IPRS começou a ser medido.


Foram dimensionados dados quantitativos quanto à situação da cobertura da Educação Infantil nos municípios e a taxa de distorção da idade dos estudantes no Ensino Médio, e avaliados dados qualitativos relativos ao progresso educacional dos alunos no quinto e nono ano do Ensino Fundamental.


De acordo com Carlos Roberto França, chefe da Divisão de produção de dados da Fundação Seade, os avanços apresentados na educação refletem em parte os esforços e a prioridade dada à Educação Básica pelo Governo do Estado, em programas como o Creche-Escola, e também às mudanças estruturais do setor, assim como a adoção de educação continuada nas escolas.


Os progressos também estão relacionados com o aumento da quantidade de crianças de 4 a 5 anos atendidas pela rede escolar nos municípios do Estado. Embora os índices sejam ligeiramente inferiores aos verificados em 2012, somente 6% dos municípios paulistas apresentam menos de 80% de cobertura escolar para essa faixa etária.


Na dimensão Longevidade, que mede a expectativa de vida da população, a média do Estado se manteve igual à de 2012, com a marca de 70 pontos, também na escala de 0 a 100. A explicação, segundo França, está na taxa considerada baixa apresentada pelos municípios paulistas, cuja média se mantém em torno de 10 mortes para cada grupo de mil nascidos vivos. No período, a taxa no Estado caiu de 11,49, em 2012, para 11,45 em 2014. O dado coloca como desafio, a continuidade das ações para aumentar a expectativa de vida nos municípios e regiões do Estado.


Por fim, a dimensão que mede a Riqueza nos municípios paulistas, registrou taxa de 46, um ponto a mais do que a verificada em 2012.  São avaliados quatro componentes: o consumo de energia elétrica no comércio, agricultura e serviços; o valor adicional per capita; o consumo de energia nas residências e o rendimento médio do emprego formal.


Esta é a nona edição do indicador criado em 2000 sob solicitação do legislativo estadual para acompanhar a evolução do padrão de vida da população nos municípios e nas diferentes regiões do Estado e servir de parâmetro para a adoção de políticas públicas.


A nova edição do IPRS compara dados de 2014 com os de 2012 relativos às seguintes dimensões: riqueza, longevidade e educação. Os parâmetros adotados são inspirados nos indicadores adotados pela ONU para estabelecer o estágio de desenvolvimento social nos diferentes países do mundo. O IPRS permite avaliar a situação, em cada uma das três dimensões, por município, região administrativa, região metropolitana e Estado.


Do Portal do Governo