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Câmara vai gastar R$ 1,2 mi com tablets para deputados
23/06/2012

 

Ideia é reduzir número de impressões; no Senado, medida não resultou em economia

 

MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Com promessa de economizar papel, a Câmara quer comprar 481 tablets ao custo de R$ 1,2 milhão para serem usados por deputados e assessores no plenário da Casa. A medida segue decisão do Senado, que gastou no início do ano R$ 188 mil com a compra de 110 tablets.


A ideia é permitir que os deputados possam acompanhar o sistema de votações, que atualmente fica disponível em dois grandes painéis e em monitores menores.


Mesmo portáteis, os aparelhos serão instalados nas mesas e não poderão ser retirados das bancadas. Uma licitação será aberta até julho.


Câmara e Senado justificam os gastos afirmando que deixarão de imprimir as pautas de votações do plenário e das comissões. Com a medida, a Câmara espera uma economia de R$ 500 mil ao ano.


No Senado, ela ainda não se tornou realidade. Os senadores continuam acompanhando as votações com pautas impressas. Dois deles devolveram os equipamentos porque reconhecem que não vão usá-los, e outros precisaram de treinamento.


"Eu já disse à própria diretora que eu abdicaria desse equipamento, até porque não tive ainda habilidade para cuidar disso", disse o senador Benedito de Lira (PP-AL).


Desde novembro, a Câmara passa por uma reforma digital que já custou R$ 8,1 milhões. Foram comprados 800 computadores para as 16 comissões, e outros 2.823 para renovar os gabinetes. O comando da Câmara defendeu a compra com a promessa de economia de impressões.


Questionada sobre a manutenção dos papéis, a Câmara informou que a orientação é para que as comissões já adotem pautas eletrônicas. Argumentou que reduziu em 16 mil o número de resmas compradas em quatro anos.


O Senado disse que a economia será "progressiva" uma vez que os senadores precisam de "tempo para o treinamento".


Fonte: Folha de S.Paulo/Poder