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Conheça o Núcleo de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil
08/12/2017

 

Equipes trabalham 24 horas, sete dias por semana, para monitorar as condições climáticas e emitir alertas para situações de emergência

 

A previsão do tempo para a temporada de verão de 2018 é de chuvas leves à moderadas e intensas, pouco acima do nível normal para os meses de janeiro e fevereiro, e redução de volume em março.

Para prevenir e evitar maiores danos provocados por desastres naturais, como deslizamentos e enchentes, o Núcleo de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil (DC), cuja sede é no Palácio dos Bandeirantes, trabalha dia e noite.

O monitoramento é feito 24 horas por dia, sete dias por semana, em sistema de revezamento por quatro equipes e apoio de meteorologistas da Somar Meteorologia, instaladas em uma sala repleta de monitores.

A equipe monitora a situação climática por mapas produzidos pelo próprio serviço de meteorologia e pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemadem).

O acompanhamento é feito em monitores instalados na sala, com indicações da quantidade de chuvas e cores que identificam os diferentes graus de atenção: do estado de observação, em amarelo, ao vermelho, de alerta máximo. Ao menor sinal de alerta, a Defesa Civil entra em contato com os municípios para a adoção das providências devidas.

As condições climáticas e o excesso de chuvas também são monitorados com a ajuda de parceiros como o Sistema de Alerta e Inundações de São Paulo (Saisp), que faz o monitoramento pela Rede Telemétrica de Hidrologia do Departamento de Águas e Energia Elétrica) e pelo Radar Meteorológico do Estado.

Equipamentos chamados de pluviômetros automáticos ajudam no monitoramento e são instalados em equipamentos públicos, como hospitais, escolas e prefeituras.

As instalações do núcleo no Palácio dos Bandeirantes contam ainda com uma sala de emergência, para reuniões do governador e da coordenadora estadual da DC e secretária chefe da Casa Militar, Coronel Helena dos Santos Reis, com os secretários estaduais, para traçar estratégias e as providências de enfrentamento das situações de emergência e calamidade, e um Núcleo de Apoio, para ações de solidariedade e arrecadação de materiais e víveres para socorro da população.

Em alerta
Estamos na estação mais crítica do período de chuvas e a Defesa Civil iniciou em 1º de dezembro passado a Operação Chuvas de Verão que se estende até 31 de março de 2018 e que pode ser prolongada, dependendo das condições climáticas.

A novidade da Operação Chuvas de Verão deste ano são os alertas enviados para as pessoas que se cadastram no Serviço de SMS. O procedimento é o seguinte: ao fazer o cadastramento através de uma mensagem para o número 40199, você registra o seu Código de Endereçamento Postal (CEP) e passa a receber alertas para as situações climáticas mais graves relacionadas à região do CEP. É possível cadastrar quantos CEPs desejar, o que facilita os deslocamentos nos dias de chuva.

No Portal da internet da Defesa Civil, também é possível acompanhar dois boletins diários sobre as condições climáticas no Estado, emitidos às 6h e 18h, além de alertas sobre as regiões de maior risco, elaborados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado (IPT), além de boletins meteorológicos e outros serviços disponíveis.

A equipe que faz o monitoramento é liderada pelo capitão Marcelo Vieira dos Santos, chefe do Setor de Gerenciamento de Crises. Há sete anos na Defesa Civil, ele já passou por situações de grande tensão, não apenas no período de chuvas, mas em outros tipos de situação.

Sempre que necessário, o capitão Vieira dos Santos deixa o núcleo de gerenciamento para verificar a situação em campo. Há sete anos na Defesa Civil, ele presenciou e participou de várias operações.

Em março de 2016, a Represa Paiva Castro, que fica entre Mairiporã, Franco da Rocha e Caieiras, na Grande São Paulo, ameaçava romper com consequências imprevisíveis para os municípios. A Defesa Civil se mobilizou e evitou um desastre maior.

Em outro episódio crítico, no município de Itaóca, no Vale do Ribeira, no verão de 2015, 26 pessoas morreram levadas por uma enxurrada. As chuvas deixaram várias famílias sem moradia.

O planejamento da Defesa Civil para a Operação Chuvas de Verão leva em conta o histórico acumulado desde 1988 dos Planos de Prevenção de Defesa Civil (PPDC), que registra operações da DC em situações de escorregamentos e inundações. Fazem parte das áreas mais críticas, 175 municípios, que vão da faixa Leste ao Litoral, englobando as regiões do Vale do Ribeira e Vale do Paraíba, Grande São Paulo, Campinas, Sorocaba e Itapeva.

O trabalho de planejamento é repassado durante oficinas com agentes da Defesa Civil, que incluem a capacitação dos novos e a reciclagem dos mais experientes. De outubro para cá, foram promovidas sete oficinas, com a participação de 190 municípios e de aproximadamente 900 agentes e distribuição aos participantes de kits de verão, com pluviômetros manuais, botas, luvas, lonas e outros materiais.

Veja no portal da Defesa Civil: cartilhas orientam o que fazer em situações de emergência e de desastres.

Do Portal do Governo do Estado

 

 

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