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Deputados aprovam proposta para evitar a contaminação por gás xisto
18/12/2017

 

Pedido para ser votado em caráter de urgência, o projeto que proíbe a perfuração do solo em busca do gás xisto foi aprovado na Assembleia Legislativa. O produto é usado como fonte geradora de energia elétrica.

Segundo o deputado Ed Thomas (PSB), autor do PL 834/2016, a vantagem do xisto é a baixa geração de gases do efeito estufa, mas o método pelo qual ele é obtido, chamado de fratura hidráulica, é de alto risco. "A exploração do gás de xisto é radical ao extremo, a água devolvida já vem contaminada. Considero a proposta uma proteção não só ao meio ambiente, mas também à vida. Onde houver a perfuração, a natureza morrerá e a vida humana correrá perigo", disse.

O deputado afirmou que em várias regiões esse tipo de exploração já foi proibida e que, além de contaminar o lençol freático, a exploração de gás de xisto por fraturamento hidráulico pode provocar o vazamento de metano e até causar abalos sísmicos.

A técnica chamada "fracking" leva água até a área de extração e, devido à grande pressão, fragmenta a terra com explosões. O buraco então é preenchido com areia, permitindo a saída do gás.

O projeto de lei segue para a sanção pelo governador.

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