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Agronegócio: evento sobre inovação apresenta novas tecnologias
05/03/2018

 

Programa que indica ao produtor o melhor momento para a venda de gado é um dos destaques do Agrifutura, realizado em SP

 

Monitorar a curva de lucro do boi em confinamento para saber a melhor hora de vendê-lo, e para quem estiver pagando mais, é o objetivo do “Beef Trader”, software desenvolvido pela startup de Piracicaba @Tech e apresentado durante o Agrifutura – Inovação no Agronegócio. O evento foi promovido em São Paulo pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista, em 3 e 4 de março, no Instituto Biológico.

“É uma plataforma que tira o boi na hora certa da fazenda e o coloca no melhor frigorifico. A gente acompanha o animal desde o momento em que está na fazenda até definir qual é o melhor comprador naquele momento”, resume Thiago Zanett, diretor da startup.

Thiago Zanett explica que os animais confinados são monitorados por sensores capazes de identificar quantas vezes eles beberam água e quanto estão pesando, com direito a fotos que mostram o boi. Isso permite, por exemplo, que o pecuarista consiga selecionar apenas aquelas cabeças que ganharam mais peso no período, consequentemente alcançando melhor preço no mercado.

“Dá para saber qual já está bom para venda e qual deve continuar confinado. Sem o software não existe essa seleção, o produtor vende todos juntos. O critério de seleção é o lucro”, explica Zanett. Após selecionar os melhores animais, o software busca quais são as melhores ofertas da indústria frigorífica, fazendo com que o criador consiga a melhor negociação da praça.

Soluções

O “Beef Trader” foi lançado na última semana, após três anos de desenvolvimento e um investimento de R$ 1,5 milhão. A ideia será implantada em breve na avicultura e, no segundo semestre, deve chegar aos canaviais, também monitorando a curva de lucro do negócio.

Outra tecnologia apresentada pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) no Agrifutura foi a terra diatomácea, produto mineral que atua como defensivo biológico no controle de pragas e doenças, utilizado no Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), da Cati, órgão vinculado à secretaria de Agricultura e Abastecimento.

O setor também conta com a tecnologia de micropropagação de mudas in vitro, com ausência de vírus, fungos e bactérias. “Matrizes de qualidade são o alicerce da produção”, explica o diretor do DSMM, Ricardo Lorenzini.

Do Portal do Governo do Estado