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Febre amarela: vacinação em SP é prorrogada até 16 de março
05/03/2018

 

Desde o último mês de janeiro, 6,6 milhões de pessoas foram imunizadas no Estado, quase o mesmo número de todo o ano de 2017

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo prorrogou até o próximo dia 16 de março a campanha de vacinação preventiva contra a febre amarela na capital paulista e em outros 53 municípios do Estado. Assim, as pessoas que ainda não receberam a dose podem procurar os postos de saúde nas próximas semanas para se protegerem.

Nos dois primeiros meses deste ano, 6,6 milhões de paulistas foram vacinados contra a doença, número bem próximo das 7,4 milhões de pessoas imunizadas ao longo de 2017. Entre os anos de 2007 e 2016 foram vacinadas 7 milhões de pessoas. Ou seja, em um ano e dois meses foram aplicadas no Estado o dobro de doses em comparação ao período de uma década.

Na campanha, segundo balanço da Secretaria de Saúde, desde 25 de janeiro último foram aplicadas 4,65 milhões de doses, o que representa 50,3% do público-alvo formado por 9,2 milhões de pessoas.

Os 53 municípios e distritos da cidade de São Paulo foram definidos por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.

A região com menor cobertura vacinal em relação à campanha é a Baixada Santista, com 36,8%. No Vale do Paraíba e Litoral Norte, a cobertura é de 47,6%. O Grande ABC tem 44,1% e a capital atingiu 62,1%, imunizando mais de 2,1 milhão dos 3,3 milhões de moradores dos distritos definidos na campanha.

“A vacinação é a principal forma de proteger a população contra a febre amarela. Por isso, é imprescindível que todas as pessoas que moram nos locais definidos na campanha e ainda não se imunizaram compareçam aos postos até 16 de março”, alerta a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

A campanha está sendo realizada com doses fracionadas da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, ou 0,1 mL da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos, e continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.

Cerca de 6,9 milhões de doses da vacina fracionada foram disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residem nos locais definidos pela campanha. A campanha também prevê a oferta de 2,3 milhões de doses padrão, para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como, por exemplo, Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

Desde o início de 2016, a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. As áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas, a partir do monitoramento dos corredores ecológicos, abrangendo atualmente 575 dos 645 municípios paulistas.

Com relação aos casos relacionados à doença, desde 2017, 46,5% das infecções por febre amarela foram contraídas em Mairiporã e 17% em Atibaia. Essas duas cidades respondem por quase dois terços dos casos de febre amarela silvestre no Estado, e já têm ações de vacinação em curso desde o ano passado.

Além disso, o número de cidades classificadas como locais prováveis de infecção da doença (47) representam 7,2% do total de municípios existentes no Estado de São Paulo.

De 2017 até o momento, houve 286 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado e 102 deles evoluíram para óbitos (confira na tabela abaixo). Entre os casos, há um caso com residência no Rio de Janeiro e infecção em Atibaia (SP). Já entre os óbitos, houve um morador de Minas Gerais e outro de Santa Catarina, ambos infectados em Mairiporã. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

Do Portal do Governo do Estado