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Baixa renda terá seguro barato vendido até em banca de jornal
02/07/2012

 

Novas regras criam ainda profissão de corretor de microsseguro

 

DE SÃO PAULO

O governo regulamentou o microsseguro, um novo tipo de produto destinado à baixa renda. Ele poderá ser encontrado até em bancas de jornal, como os chips e cartões telefônicos.


As medidas foram publicadas no "Diário Oficial da União" na semana passada e a expectativa é que as primeiras apólices cheguem ao mercado em três meses.


Já existem seguros populares na praça, com preços baixos, mas não há uma regulamentação específica para eles. As novas regras foram baixadas para torná-los mais simples e com formato voltado para o consumidor de baixo poder aquisitivo.


De acordo com a Susep (Superintendência de Seguros Privados), as apólices poderão ser vendidas em bilhetes -as convencionais são contratos mais complicados- e devem ter uma cobertura fácil de entender e padronizada para um mesmo tipo de seguro, independentemente da empresa. Assim, será possível comparar os preços.


Há mais de vinte categorias de microsseguros, como vida e residência. O valor da indenização dependerá da categoria e poderá chegar a, no máximo, R$ 60 mil.


O de vida, por exemplo, pagará até R$ 24 mil. A vigência mínima das coberturas será de um mês.


ACESSO


A nova regulamentação também facilita o acesso. Os seguros tradicionais são vendidos por bancos, seguradoras ou por corretores independentes.


Os microsseguros serão vendidos em correspondentes bancários, como lotéricas e Correios, e em estabelecimentos comerciais, como supermercados, drogarias e bancas de jornal.


A regulamentação cria ainda uma nova profissão, a de corretor de microsseguros. Ele terá uma habilitação após aprovação em um curso.


"Serão pessoas da comunidade, que têm a confiança dessas pessoas", diz Eugênio Velasques, diretor-executivo do grupo Bradesco Seguros e presidente da comissão de microsseguros da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras).


"A capilaridade e acessibilidade vão ser importantes. Não vou imaginar que uma pessoa vai sair de Paraisópolis para comprar seguros na avenida Paulista. O corretor vai ter de estar lá."


Os microsseguros também poderão ser vendidos por meios remotos, como telefones celulares e internet.


(MARIA PAULA AUTRAN)


Fonte: Folha de S.Paulo/Mercado