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Tele punida terá de propor plano para Copa
25/07/2012

 

Claro, Oi e TIM têm de prever alta da demanda para ter venda liberada; para ministro, normalização começa em 15 dias

 

Anatel diz que Vivo também terá que apresentar projeto, mas pode continuar vendendo linhas

VALDO CRUZ
KELLY MATOS
DE BRASÍLIA

O governo decidiu exigir como condição para liberar as vendas das operadoras de telefonia suspensas que elas apresentem um plano de investimentos que leve em conta o crescimento da demanda na Copa-2014 e na Olimpíada-2016.


O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), João Rezende, disse à Folha que as três teles com vendas suspensas (Claro, Oi e TIM) terão de incluir essas previsões em seus planos de compromissos de investimentos e melhorias de atendimento de serviço.


Segundo Rezende, a Vivo também terá que apresentar planos de investimentos para 2014 e 2016, mas poderá continuar vendendo mesmo sem propostas aprovadas.


Ontem, durante reunião com o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), a presidente Dilma Rousseff aprovou a decisão de suspensão, mas pediu à sua equipe uma "saída" do processo "bem trabalhada".


PRESSÃO


O governo tem sido pressionado pelas teles a retomar as vendas, mas decidiu que, sem a apresentação de um plano de compromisso, isso não acontecerá. Representantes da TIM, por exemplo, teriam pedido a ministros a revogação da medida.


Sobre essas pressões, Paulo Bernardo disse à Folha que "não haverá solução política para o caso, mas técnica". E que basta as operadoras procurarem atender as exigências da Anatel para voltar a vender linhas de celular.


O ministro estima que, em 15 dias, a agência começará a liberar operadoras a retomar seus negócios.


Segundo ele, a intenção do governo é normalizar a operação do setor buscando melhorar os serviços para os consumidores sem asfixiar as empresas de tele.


Bernardo destacou que o governo não vai esperar que todas as operadoras apresentem um plano para, então, liberá-las simultaneamente da proibição das vendas.


"Quem for mais rápido e apresentar compromissos e solução vai ser liberado. Não quer dizer que nós temos que liberar todo mundo junto."


Fonte: Folha de S.Paulo/Mercado