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Vacina contra catapora entrará no calendário público em 2013
04/08/2012

 

Mudança vale para bebês que completam um ano no 2º semestre

 

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

O governo vai incluir a vacina contra a catapora no calendário público infantil.


A partir do segundo semestre de 2013, em vez de receberem duas doses da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), aos 12 meses e quatro anos de idade, as crianças serão vacinadas com a tetraviral, que incluirá a catapora.


"Vamos introduzir a vacina no SUS em agosto, quando a gente faz a campanha multivacinal", diz o ministro Alexandre Padilha (Saúde).


Crianças que completarem um ano de idade no primeiro semestre de 2013 ainda devem entrar no esquema da tríplice, que continuará sendo usada em surtos de sarampo e em reforços de adultos.


Segundo o ministério, a catapora é responsável por cerca de 11 mil internações e 160 mortes por ano no Brasil. Os números da doença são mais altos, já que apenas casos graves acabam registrados, estima Renato Kfouri, presidente da Sbim (Associação Brasileira de Imunizações).


"A catapora é tida como uma doença benigna, que não causa complicação. Há uns anos, as pessoas gostavam que a criança pegasse cedo a doença. Mas não são raras as complicações e, às vezes, podemos ter até mortes."


A viabilidade da incorporação na rede pública da imunização contra catapora, hepatite A e HPV foi analisada neste ano pela pasta.


No caso de hepatite A e do HPV, ainda estão sendo definidos os laboratórios produtores (tanto o estrangeiro, que vai transferir a tecnologia, quanto o público, que vai produzir a imunização), além de detalhes da vacina e da transferência de tecnologia.


A vacina contra catapora vai ser produzida pela Biomanguinhos (Fiocruz) em uma parceria com o laboratório GSK. Segundo o ministério, R$ 127,3 milhões serão gastos por ano com a vacina.


Hoje, ela é oferecida de graça em surtos e outras situações específicas.


Essa é a terceira mudança no calendário vacinal confirmada neste ano. O ministério anunciou ainda a vacina injetável contra a pólio e que juntaria algumas vacinas em uma só (a pentavalente).


Fonte: Folha de S.Paulo/Saúde+Ciência