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Quadrilha de falsos fiscais da Cetesb aplicava golpes em nome da Prefeitura de SP
03/11/2011

 

Ação conduzida pela Corregedoria Geral da Administração (CGA) após a prisão de três integrantes de uma quadrilha de falsos fiscais da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de SP) descobriu que os criminosos também aplicavam golpes, apresentando-se como funcionários da secretaria municipal do Verde e do Meio Ambiente, da prefeitura paulistana. 


Na semana passada, a CGA, órgão estadual vinculado à secretaria da Casa Civil, deflagrou ação que resultou na prisão em flagrante os três homens que estavam agindo nas imediações do shopping Center Norte, na capital, fazendo-se passar por agentes da Cetesb e vendendo falsos serviços de recuperação de áreas contaminadas. O bando visitava comerciantes e empresários, disfarçados com uniformes falsos da Cetesb e até uma Kombi com a logomarca e telefone da agência ambiental paulista e os notificavam com documentos forjados sobre suposta concentração de metano no subsolo e risco de explosão.


A quadrilha dizia ser necessária instalação de “poços de monitoramento e válvulas de liberação de gás”. Como parte do golpe, outros integrantes da mesma quadrilha apresentavam-se dias depois, dizendo-se representantes da Rasperfure do Brasil, uma suposta empresa especializada em sondagens e monitoramento ambiental, e oferecia os serviços de acordo com a falsa notificação.


De acordo com a apuração realizada, essa mesma quadrilha também visitava estabelecimentos e, disfarçada como fiscais da Prefeitura, apontava supostas irregularidades. Na mesma visita, ou no dia seguinte, para evitar a lacração do estabelecimento, o falso fiscal municipal oferecia o serviço da empresa Rasperfure do Brasil, a mesma empresa utilizada pelos golpes em nome da Cetesb.  Na sua maioria, as empresas lesadas eram postos de gasolina.


Segundo o corregedor João Batista Beolchi, que conduz a apuração, esse esquema foi descoberto com a prisão de Davi Antequera, um dos três integrantes do bando detido em flagrante. Com ele, foi achada também grande quantidade de material forjado da prefeitura de São Paulo, como crachás, uniformes, documentos e contratos. Ao saber da prisão de David Antequera, o delegado José Eduardo Jorge, da Unidade de Inteligência do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), identificou que ele era o falso fiscal da Prefeitura que estava sendo procurado havia 2 meses. Agora, as investigações vão prosseguir em conjunto. A quadrilha também está sendo investigada pelo DEIC – Departamento de Investigações sobre Crime Organizado.


Da Corregedoria Geral da Administração

 

 

 

 

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