

Publicada em 9/1/2026
Com obras em oito linhas de metrô e trem, Governo de SP viabiliza expansão inédita do transporte sobre trilhos
O Governo de São Paulo colocou em prática o maior plano de expansão da mobilidade urbana da história do estado, com obras simultâneas em oito linhas de metrô e trem. Ao todo, são R$ 57 bilhões investidos na ampliação de cerca de 50 km da rede metroviária, incluindo as Linhas 2-Verde, 4-Amarela, 6-Laranja, 15-Prata e 17-Ouro — e mais R$ 14 bilhões destinados à expansão de 22 km da rede ferroviária, nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, superando os índices de execução registrados por administrações anteriores.
O atual ritmo de obras no sistema metroferroviário paulista é superior à média dos últimos 50 anos. Esse resultado é fruto de um sólido trabalho de planejamento e coordenação da atual gestão, que permitiu destravar projetos paralisados e viabilizar novos investimentos estratégicos, como a expansão da Linha 4-Amarela, que fará o Metrô ultrapassar os limites da capital paulista pela primeira vez em sua história.
Os investimentos fazem parte do programa estruturado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), SP nos Trilhos, que reúne mais de 40 projetos, com cerca de R$ 190 bilhões em investimentos estimados (já contratados ou em fase de modelagem). Ao todo, são mais de mil quilômetros de novas linhas, integrando a Grande São Paulo ao interior e ao litoral, com estimativa de geração de aproximadamente 150 mil empregos e foco na ampliação da mobilidade, na redução das desigualdades regionais e na dinamização das economias locais.
Um dos principais destaques do SP nos Trilhos é a Linha 6–Laranja, maior obra de mobilidade urbana em execução no Brasil. Em 2025, o projeto ultrapassou 75% de conclusão e mobiliza mais de 10 mil trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos. Com investimento estimado em R$ 19,1 bilhões, a linha contará com 15 estações distribuídas ao longo de 15,3 quilômetros. A operação está prevista em duas etapas: o trecho entre Brasilândia e Perdizes em 2026, e a linha completa até São Joaquim em 2027. A obra reforça o eixo Norte–Centro da capital e amplia a conexão com universidades, polos de inovação e outras linhas do sistema metroferroviário.
O avanço da malha não se restringe aos limites da capital. Um dos marcos da gestão é a extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra. O projeto, que já possui cronograma de obras definido , representa um feito inédito: será a primeira vez que uma linha de metrô gerida pela companhia cruzará a fronteira municipal de São Paulo. O empreendimento conta com uma engenharia financeira que soma aportes do Estado e da concessionária ViaQuatro.
Simultaneamente, a Linha 5-Lilás será levada até o Jardim Ângela, atendendo a uma reivindicação histórica do M’Boi Mirim. O projeto foi ajustado para ser majoritariamente subterrâneo, reduzindo desapropriações e impactos na superfície desta região densamente povoada.
Na rede ferroviária, o foco está na requalificação do Lote Alto Tietê. Com a concessão das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, estão previstos R$ 14,3 bilhões em investimentos privados. O contrato exige não apenas a modernização de estações e vias, mas a expansão física dos trilhos.
Olhando para a ligação entre metrópoles, o programa SP nos Trilhos viabiliza o TIC Eixo Norte, o primeiro trem de média velocidade do país. Com obras previstas para iniciar no primeiro semestre de 2026 e investimento de R$ 14,2 bilhões, o sistema ligará Campinas a São Paulo em cerca de 60 minutos. Já o projeto do TIC Sorocaba, com aporte estimado em R$ 12 bilhões, avança após a conclusão das audiências públicas.


